O deputado estadual Mauro Rubem (PT) chegou à China na última segunda-feira (17) para uma série de compromissos institucionais organizados pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). A viagem, que demandou mais de 30 horas e atravessou 16 mil quilômetros, coloca o parlamentar em um dos principais epicentros da economia global e parceiro estratégico do Brasil no comércio agrícola.
A comitiva, que também conta com as deputadas Marina do MST (PT-RJ) e Rosa Amorim (PT-PE), foi recebida na Universidade Normal do Leste da China, em Xangai, onde terá uma programação intensa até o dia 29 de março. “Chegamos ao segundo país mais populoso do mundo, a China, que é um motor da economia global e o principal parceiro comercial agrícola do Brasil. Nosso objetivo aqui é desenvolver uma agenda intensa de trabalho com a Brigada de Parlamentares Apoiadores do MST”, declarou Mauro Rubem.
Entre os temas em discussão estão o combate às mudanças climáticas, a mecanização do campo, a produção industrial de bioinsumos e a geração de energia limpa. O setor de bioinsumos, segundo estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV), deve movimentar aproximadamente US$ 45 bilhões globalmente até 2032, representando um avanço estratégico para a agricultura sustentável.
A missão também prevê reuniões com empresas chinesas especializadas em inovação tecnológica para o setor agrícola, com o objetivo de estreitar laços e firmar parcerias voltadas ao apoio de pequenos produtores rurais e à agricultura familiar no Brasil. O deputado petista ainda participará de um encontro com o Comitê Central do Partido Comunista Chinês e de um debate com a presença de Dilma Rousseff, presidente do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), o chamado Banco do Brics.
No primeiro dia de compromissos em Xangai, Mauro Rubem percorreu o Rio Huangpu, um marco da cidade que reflete o equilíbrio entre tradição e modernidade. De um lado, as construções coloniais da ocupação francesa e inglesa; do outro, a paisagem futurista que simboliza o desenvolvimento econômico chinês e sua política de “um país, dois sistemas”.