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Médicos convocam assembleia para indicativo de greve contra corte de honorários em Goiânia

Médicos discutirão nesta segunda (24) o novo edital de credenciamento da Prefeitura de Goiânia e podem deliberar indicativo de greve diante de cortes nos honorários e denúncias de precarização


Avatar Por Redação Tribuna do Planalto em 23/11/2025 - 10:10

Prefeitura defende mudança e diz que medida corrige distorções e amplia número de médicos (Foto: Divulgação)

O Sindicato dos Médicos no Estado de Goiás (Simego) convocou para segunda-feira (24) uma Assembleia Geral Extraordinária para discutir o novo edital de credenciamento da Prefeitura de Goiânia e deliberar sobre um possível indicativo de greve. O encontro será presencial, às 19h, no auditório do Cremego, no Setor Bueno.

A pauta inclui a análise do Edital de Chamamento nº 003/2025, denúncias de falta de condições de trabalho, relatos de assédio moral e a redução dos valores pagos aos médicos credenciados. Segundo o Simego, a prefeitura promoveu cortes superiores a 15% nos honorários sem aprovação prévia do Conselho Municipal de Saúde (CMS), exigência prevista em normas do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM-GO).

A entidade afirma que a nova tabela transforma remunerações fixas em pagamento por hora, resultando em queda expressiva, especialmente na Atenção Primária. Hoje, generalistas recebem R$ 10,5 mil por 20 horas e R$ 21 mil por 40 horas; pediatras e ginecologistas recebem R$ 13,3 mil por 20 horas; e médicos da Saúde da Família, R$ 26,7 mil por 40 horas.

O novo edital prevê R$ 100 por hora para generalistas, R$ 200 para pediatras e ginecologistas e R$ 165 para médicos de Família e Comunidade. Segundo o Simego, a nova metodologia de remuneração gera redução dos honorários.

O Simego sustenta que, ao alterar os valores sem aval do Conselho Municipal de Saúde, “o edital não poderia sequer ter sido elaborado”. A entidade argumenta que as mudanças podem afastar profissionais experientes e agravar a falta de médicos na porta de entrada da rede.

“Adotaremos todas as medidas administrativas, políticas e judiciais necessárias para exigir a suspensão imediata do edital, a adequação aos parâmetros legais e a preservação dos valores atualmente vigentes”, afirmou a presidente Franscine Leão em nota.

Prefeitura defende medida

Em nota à Tribuna, a Secretaria Municipal de Saúde afirmou que “o novo credenciamento visa suprir déficits históricos das redes de atenção à saúde e possibilitará ampliar o acesso da população aos serviços, com ampliação no número de médicos de 730 para mais de 1.800”.

A pasta acrescenta que a reestruturação busca “corrigir distorções, garantir equilíbrio financeiro e foi definida de acordo com a realidade de mercado e estudo de impacto orçamentário e financeiro”.

Em comunicado divulgado à imprensa, o secretário Luiz Pellizzer diz ainda que “Goiânia pagava até 30% mais que outras cidades da região metropolitana, sem nenhum estudo técnico que embasasse a viabilidade e sustentabilidade dos valores praticados”.

“Os valores brutos definidos são idênticos ao que a Sociedade Israelita Albert Einstein paga por plantões no Hospital de Urgência de Goiás”, afirma.

Leia mais:
https://tribunadoplanalto.com.br/medicos-reagem-a-reducao-de-honorarios-em-novo-edital-da-prefeitura-de-goiania/

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