Uma pesquisa lançada nesta terça-feira (9) ouviu mais de 2,3 milhões de estudantes do 6º ao 9º ano em 21 mil escolas do país para subsidiar a criação da primeira política nacional voltada para os anos finais do ensino fundamental. Os resultados mostram que mais da metade dos alunos se sente acolhida pela escola, mas menos de 40% afirmam respeitar e valorizar os professores.
Resultados do estudo
O levantamento foi realizado pelo Ministério da Educação (MEC) em parceria com o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), a União dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e o Itaú Social, durante a Semana da Escuta das Adolescências nas Escolas. A mobilização envolveu 46% das instituições que oferecem os anos finais nas redes municipais, estaduais e distrital.
As percepções foram divididas entre alunos do 6º e 7º anos e do 8º e 9º anos. Entre os mais jovens, 66% disseram se sentir acolhidos pela escola, contra 54% entre os mais velhos. No quesito valorização do professor, apenas 39% dos alunos mais novos e 26% dos mais velhos afirmaram respeitar os docentes.
Desafios apontados
Durante o lançamento do relatório, a secretária de Educação Básica do MEC, Katia Schweickardt, destacou que a escuta dos adolescentes ajuda o poder público a compreender a diversidade de formas de aprendizagem e a necessidade de adaptar currículo e salas de aula. Representantes da sociedade civil, como a pedagoga Tereza Perez, também reforçaram a importância de reconhecer a heterogeneidade para evitar evasão e abandono escolar.
O estudo mostrou ainda que estudantes dos anos finais valorizam conteúdos diferentes para o desenvolvimento pessoal. Entre os mais novos, 48% citaram disciplinas tradicionais como prioritárias, enquanto 31% destacaram corpo e socioemocional. Já entre os mais velhos, 38% elegeram as disciplinas tradicionais e 29% as questões socioemocionais.
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