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MP denuncia ginecologista Marcelo Arantes por estupro contra 15 pacientes em Goiás

Médico preso preventivamente é acusado de cometer abusos durante consultas ginecológicas em clínica de Senador Canedo; penas podem ultrapassar 200 anos


Avatar Por Redação Tribuna do Planalto em 07/05/2026 - 17:47

MP denuncia ginecologista Marcelo Arantes por estupro contra 15 pacientes em Goiás
Marcelo Arantes e Silva é investigado por crimes sexuais contra pacientes. (Imagem: Redes sociais)

O Ministério Público de Goiás (MPGO) ofereceu duas denúncias criminais contra o médico ginecologista Marcelo Arantes e Silva por estupro de vulnerável contra 15 pacientes mulheres em Senador Canedo. As denúncias já foram recebidas pela Justiça.

Segundo o MPGO, os crimes teriam ocorrido entre os anos de 2017 e 2025 dentro de uma clínica particular da cidade. O caso é conduzido pela 5ª Promotoria de Justiça de Senador Canedo.

De acordo com as denúncias apresentadas pelo promotor de Justiça Bruno Barra Gomes, o médico teria praticado atos libidinosos durante consultas e exames ginecológicos, realizando toques íntimos fora dos procedimentos técnicos necessários, com o objetivo de satisfazer a própria lascívia.

As investigações foram conduzidas pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) de Senador Canedo.

O Ministério Público informou ainda que, após a repercussão do caso nas últimas semanas, outras mulheres passaram a procurar a polícia para relatar situações semelhantes, o que pode resultar na abertura de novos inquéritos policiais.

Busca e apreensão em clínica

Dentro das investigações, a 5ª Promotoria de Justiça realizou nesta quarta-feira (6) uma operação de busca e apreensão de prontuários médicos na clínica onde os fatos teriam acontecido.

Segundo o MPGO, os documentos haviam sido requisitados anteriormente pela Deam, mas não tinham sido entregues dentro do prazo solicitado durante o inquérito policial.

Marcelo Arantes e Silva segue preso preventivamente. Os processos agora entram na fase de resposta à acusação e, posteriormente, devem avançar para as audiências de instrução e julgamento.

Os autos tramitam em segredo de justiça.

Segundo o Ministério Público, as penas somadas pelos crimes investigados podem ultrapassar 200 anos de prisão. O órgão também pediu à Justiça a fixação de indenização mínima por danos morais às 15 vítimas.

Casos em Goiânia seguem sob investigação

O MPGO informou ainda que os relatos envolvendo pacientes atendidas pelo médico em Goiânia estão sendo acompanhados pela 27ª Promotoria de Justiça da capital.

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