O Ministério Público de Goiás (MPGO), por meio do CyberGaeco, e a Polícia Civil de Goiás, via Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Cibernéticos (Dercc), fazem na manhã desta terça-feira (17) a Operação Anjo da Guarda. A ação teve como alvo o armazenamento de material de pornografia infantil em dispositivos eletrônicos.
Foram cumpridos três mandados de busca e apreensão: dois em Goiânia e um no Entorno do Distrito Federal. A operação mobilizou 25 integrantes das forças de segurança, entre promotores de Justiça, servidores do MP, delegados, escrivães e agentes da Polícia Civil. Duas pessoas foram presas em flagrante pelo crime previsto no artigo 241-B do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
De acordo com o MPGO, as investigações contaram com o uso de tecnologias avançadas de rastreamento digital. No cumprimento dos mandados, foram empregadas ferramentas desenvolvidas pelo próprio órgão, como o MEDI BeA (Materializador de Evidências Digitais e Informáticas versão Busca e Apreensão) e o Nêmesis, sistema que utiliza inteligência artificial para identificar arquivos de pornografia infantil em dispositivos eletrônicos. O recurso permite acelerar o processo de triagem sem comprometer a cadeia de custódia das provas.
Durante as buscas, dezenas de arquivos contendo material de pornografia infantil foram localizados, resultando nas prisões em flagrante feitas pela Polícia Civil. O MPGO destacou que a operação reforça o compromisso da instituição em combater crimes cibernéticos de alta complexidade e em proteger crianças e adolescentes contra a exploração.
O Nêmesis, desenvolvido pela Coordenadoria de Segurança Institucional e Inteligência (CSI) do MPGO, foi considerado fundamental para a efetividade da ação. A tecnologia é capaz de vasculhar rapidamente computadores e celulares, agilizando a coleta de evidências durante operações de busca e apreensão.
Segundo os órgãos envolvidos, novas fases da Operação Anjo da Guarda não estão descartadas, uma vez que as investigações seguem em andamento para aprofundar a identificação de possíveis envolvidos em crimes de exploração sexual infantil no ambiente digital.












