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MPGO identifica loteamento clandestino em Caldazinha que causava crimes ambientais

Operação coordenada pelo Ministério Público de Goiás foi realizada neste fim de semana


Avatar Por Redação Tribuna do Planalto em 15/09/2025 - 16:02

Caldazinha
Foto: Divulgação MPGO

O Ministério Público de Goiás (MPGO) identificou um loteamento clandestino na zona rural de Caldazinha durante operação de fiscalização realizada neste fim de semana. A ação revelou o parcelamento irregular de terras com lotes menores que 20 mil metros quadrados, além de indícios de crimes ambientais. A operação foi conduzida pela 2ª Promotoria de Justiça de Senador Canedo, comarca da qual faz parte Caldazinha, com apoio da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), Delegacia Especializada de Meio Ambiente (Dema), Polícia Militar e o município.

Durante a fiscalização, as equipes constataram diversas irregularidades na propriedade rural, incluindo construções em área de preservação permanente e uso clandestino de energia elétrica. O parcelamento foi realizado sem as devidas autorizações legais, configurando problemas tanto ambientais quanto urbanísticos.

“Realizamos essa fiscalização numa fazenda onde houve o fracionamento que não poderia ter sido feito. Ocorreu o parcelamento em módulos menores que 20 mil metros quadrados, causando problemas ambientais e urbanísticos, além do uso clandestino de energia elétrica”, apontou a promotora de Justiça Marta Moriya Loyola, titular da 2ª PJ de Senador Canedo.
Rodrigo Bastos, gerente de Fiscalização Ambiental e Inteligência da Semad, destacou que as principais infrações identificadas foram desmatamento de vegetação nativa, construção de barramento sem licença do órgão competente, desmatamento de área de preservação permanente e parcelamento irregular do solo.

O delegado de Meio Ambiente Luziano Carvalho afirmou que as pessoas que estavam construindo no local responderão criminalmente por parcelamento irregular de solo. Segundo ele, os proprietários e vendedores já foram indiciados e, se condenados, podem receber penas de mais de 10 anos de reclusão. Várias pessoas foram conduzidas à delegacia para depoimento, mas não houve prisões.

A operação integra as ações do programa Lote Legal, desenvolvido pelo MPGO em parceria com o Secovi Goiás e Associação dos Desenvolvedores Urbanos de Goiás (ADU). A iniciativa é voltada a coibir parcelamentos irregulares e crimes ambientais no Estado, protegendo tanto o meio ambiente quanto os direitos das consumidoras e consumidores que adquirem lotes sem as devidas garantias legais.

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