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“Nosso desafio é impedir que o crime organizado se estabeleça em Goiás”, afirma Cláudia Lira

Pela segunda vez, a vice-prefeita Coronel Cláudia Lira (Avante) assume interinamente o comando da Prefeitura de Goiânia durante a licença do prefeito Sandro Mabel (UB), que cumpre agenda oficial em Portugal, Espanha e Argentina até o dia 9 de novembro


Andréia Bahia Por Andréia Bahia em 01/11/2025 - 17:59

CLAUDIA LIRA - VICE-PREFEITA DE GOIÂNIA SE ABRIGA EM BUNKER DURANTE ATAQUES ENTRE ISRAEL E IRÃ
Na entrevista, Claudia Lira avalia a presença do crime organizado em Goiás e Goiânia - Divulgação

TRIBUNA DO PLANALTO

A senhora assumiu a prefeitura, nesses 15 dias de licença do prefeito Sandro Mabel, com o compromisso de dar continuidade às ações da gestão. A quais ações a senhora vem dando continuidade?

CLÁUDIA LIRA

Nós já temos uma agenda a ser cumprida, as de representação do prefeito; eu já tinha a minha agenda e agora eu cumpro as agendas dele, e de participação em eventos. Nós abrimos a FIC Goiás, estivemos também no Seminário de Gestão de Governança Pública do Conselho Regional de Contabilidade, recebemos a visita do embaixador da Irlanda, que tem o objetivo de estreitar o relacionamento da Irlanda com a cidade de Goiânia para relações comerciais, culturais, de educação também; e estamos acompanhando algumas operações, como a retirada dos fios de telefonia e internet dos postes, a partir de  um acordo feito entre a prefeitura, o Ministério Público e as empresas de telefonia e internet;  os despachos de expediente,que tem constantemente, é basicamente isso. Estamos aguardando os documentos da Câmara sobre o Refis e a LOA e, caso eu ainda esteja na condição de prefeita em exercício, vamos dar seguimento e sancionar. Apesar de o prefeito estar ausente para participar de eventos de interesse da prefeitura em Lisboa, buscando estreitar esse relacionamento e a viabilidade de termos um voo direto para a cidade de Goiânia, ele vai participar da feira Smart City, em Barcelona, temos conversado diariamente e definindo as prioridades. Abrimos algumas ordens de serviço relacionadas a obras, estamos com uma atenção muito grande na questão da obra da Marginal Botafogo, porque as chuvas estão se aproximando, estamos em contato direto com a Seinfra, e as ações estão acontecendo. As obras estão se desenvolvendo, da sinalização e recuperação do asfalto, e estamos também acompanhando a abertura de projetos e propostas do novo PAC, que são com recursos do Governo Federal para saúde, educação e assistência social. As secretarias estão se organizando para apresentar essas propostas de captação de recursos do Governo Federal. Entregamos 240 unidades de habitação na Região Leste,  unidades que foram possíveis em parceria com o governo do estado, a Caixa Econômica e o Governo Federal. Foram entregues também as obras de manutenção, reforma e construção do muro do Cemitério Parque e do Cemitério Santana, já visando à visita que os cemitérios terão no Dia de Finados. A obra do muro estava parada  há mais de cinco anos e o cemitério ficou sem muro e sem as devidas manutenções; todas foram feitas. Estamos dando continuidade nesse sentido de acompanhar as obras, os despachos e não deixar que as ações se interrompam pela ausência do prefeito.

A senhora tem projetos próprios dentro da prefeitura e está satisfeita com o espaço que é dado à vice na gestão? 

Eu acompanho e apoio constantemente o trabalho do prefeito aqui, nós trabalhamos em sintonia. Tem algumas ações que acompanho na Secretaria de Políticas das Mulheres e Assistência Social e Direitos Humanos – estou acompanhando as obras da Casa da Mulher Brasileira – , na Secretaria de Desenvolvimento da Indústria, Comércio, Agricultura e Serviços e vamos, inclusive, ter uma feira da agricultura familiar no próximo dia 6. Temos um projeto, que são as hortas comunitárias, que já conta com cerca de 50 hortas e 11 em funcionamento. É uma parceria com o Senar na capacitação de pessoas no curso de horticultura, com o objetivo de proporcionar segurança alimentar e produzir alimentos que possam ser distribuídos às pessoas em situação de vulnerabilidade. Nesses 10 primeiros meses, já produzimos mais de uma tonelada de alimentos que foram distribuídos através do nosso banco de alimentos. Eu tenho sempre acompanhado ações nas diversas pastas, de uma forma global e sistêmica as ações da prefeitura como um todo.

Na campanha foi dito que a senhora seria responsável por conduzir as políticas públicas voltadas para o público feminino. Há projetos em andamento nessa área? 

A rede de atenção à mulher está funcionando, temos um trabalho desenvolvido pela Patrulha Mulher mais Segura, da GCM, em parceria com a Ouvidoria da Mulher, da Câmara Municipal, e estamos acompanhando a obra deste grande equipamento que vai atender muito essa demanda de políticas para as mulheres, que é a obra da Casa da Mulher Brasileira. Uma obra que estava parada há 4 anos, que foi retomada agora na gestão e que as obras estão avançando. 

O PPA prevê cerca de R$ 8 milhões para os próximos três anos de governo para a Rede + Mulher Goiânia, sendo R$ 664 mil de investimento do Tesouro Municipal em 2026 e outros R$ 5,6 milhões provenientes de convênios da União para o Programa Rede + Mulher Goiânia. Considerando a amplitude do projeto, que inclui capacitação e ações de empreendedorismo, campanhas educativas e ampliação da estrutura de acolhimento, a senhora considera que esses recursos são suficientes para viabilizar a proposta de forma efetiva e garantir resultados concretos ainda nesta gestão?

O recurso é suficiente, mas tem que ser uma ação contínua e temos que buscar continuamente novas parcerias. Em relação à mulher, tivemos a Feira do Empreendedorismo no mês de março, quando implementamos muitas ações. Temos a Casa do Empreendedor, em parceria com o Sebrae aqui no Paço, e inauguramos também na Região Noroeste, e a intenção é termos mais três salas ou casas do empreendedor. Todas essas ações têm ênfase nesse cuidado com as mulheres. É uma atenção de forma ampla, pois damos esse foco nas várias áreas: na saúde, damos uma atenção para as mulheres na saúde, na assistência social, no empreendedorismo, temos sempre esse olhar. O recurso para fazer frente a essa demanda é suficiente, mas para prosseguir e dar sustentabilidade, é claro que é preciso aporte constante para essas políticas.

Uma das ações da prefeitura em andamento diz respeito à remoção das pessoas em situação de rua da capital. A Secretaria de Políticas para Mulheres, Assistência Social e Direitos Humanos realizou mais de 140 mil atendimentos a pessoas em situação de rua entre janeiro e setembro de 2025. Já se conhecem os motivos pelos quais essas pessoas se encontram nas ruas? Houve redução dessa população?

Esse é um trabalho que envolve uma ação conjunta com vários órgãos, com o Ministério Público, a Defensoria Pública, a GCM, proporcionando segurança, a Polícia Militar, que tem nos ajudado bastante nesse levantamento. É uma abordagem sistêmica, a partir da qual já conseguimos encaminhar algumas pessoas para o mercado de trabalho, algumas mulheres foram encaminhadas também para abrigos, por serem vítimas de violência doméstica. Não podemos divulgar esses dados, são sigilosos, e temos feito esse levantamento, separando também, de acordo com a necessidade. Para algumas pessoas proporcionamos o retorno delas, observando a vontade delas, para as suas cidades de origem. E aquelas que estão  aptas a ocuparem o mercado de trabalho, estão todas sendo direcionadas. Estamos também buscando parceria com o Governo do Estado para conseguir aluguel social e outros benefícios para que possamos retirar essas pessoas das ruas, mas dando essa dignidade. Essa não é uma ação fácil, porque muitas dessas pessoas, por mais que se ofereça condições, e eu falo isso por experiência própria: durante o período de frio intenso na cidade, nós saímos nas madrugadas convidando as pessoas para ir para um abrigo, embora improvisado, onde elas teriam banho, colchão com roupa de cama, alimentação e o atendimento e encaminhamento, muitas dessas pessoas nem sequer permaneciam durante aquela noite no local, elas retornavam para as ruas, muitas delas usuárias de droga. É uma abordagem sistêmica, bastante delicada e que envolve uma série de profissionais, porque vai envolver todas essas vertentes, segurança, saúde, assistência social. É um trabalho difícil, mas que tem que ser permanente.

Uma parte dessas pessoas vai querer permanecer na rua, não estão na rua por falta de oportunidade, mas por não se adaptarem a uma outra situação. Essas pessoas vão poder ficar nas ruas?

Vamos continuar insistindo com elas, tentando colocar exatamente essa situação de indignidade para ela mesma, como o prefeito de Sandro Mabel sempre reforça: a situação de rua, estar na rua, ter que morar na rua, viver na rua, é uma situação de indignidade. Não é digna pra ninguém. Vamos continuar insistindo nisso, mas com uma abordagem bastante humanizada. Ninguém está com aquela intenção que muitos falam de “limpeza da cidade”. Não é isso. É realmente proporcionar para aquela pessoa condições. A gente sabe que muitos optam por aquilo por estar em uma situação bastante fragilizada e fica numa vulnerabilidade tão grande, que muitas vezes o poder público não tem como proteger essa pessoa nessa situação. Ela fica totalmente exposta. Nós vamos insistir nisso, enfrentá-la, convencer de que ela está numa situação indigna e que ela tem condições de mudar aquilo.

A abordagem a pessoas com tornozeleiras, que foi realizada no dia 21 de outubro, vai ter continuidade durante esse seu período à frente da prefeitura?

Essa abordagem também será feita em parceria com a Polícia Penal, com a GCM, com a Polícia Militar, envolvendo também o Poder Judiciário. O nosso primeiro objetivo é garantir a segurança das pessoas como um todo e o cumprimento da legislação. Se existem algumas pessoas que não devam permanecer na rua após um determinado período, aquilo que está previsto por força de determinação judicial tem que ser cumprido. Não podemos fechar os olhos para aquilo. O que queremos é que o estado de ordem possa permanecer e que se cumpra aquilo que foi determinado. É claro que cada caso é um caso, por isso estamos em parceria com a Polícia Penal e com o Poder Judiciário nessas operações. É um trabalho que é feito com bastante critério, porque existem situações de uso de tornozeleira que tem uma outra questão, às vezes a pessoa está com tornozeleira, mas não tem restrição de horário, e  isso vai ser verificado também. Por isso é essa parceria com os outros órgãos. Mas é uma atividade que deve ser constante.

A senhora é da área de segurança pública e estamos vendo essa operação de combate ao crime organizado no Rio de Janeiro, e Goiás está sendo citado como um dos estados onde o crime organizado tem ramificações. A senhora tem conhecimento da presença dessas facções em Goiânia?

Essas facções buscam se ramificar, mas é importante salientar que muitas vezes a forma de tentar se estabelecer em outros territórios é bem diferente da realidade do Rio de Janeiro e São Paulo. Muitas vezes essas pessoas tentam se estabelecer de uma forma diferente na nossa região, se travestindo de um membro da sociedade, de forma idônea, montando um estabelecimento comercial. A atividade de inteligência dos órgãos de polícia, seja a Polícia Federal, Polícia Militar, Polícia Civil ou a própria GCM, vem fazendo sempre esse acompanhamento e mapeando essas questões. O fato é que essas pessoas oriundas das grandes organizações criminosas têm ramificações em várias partes do país, em várias cidades, até fora do país, principalmente em países que fazem fronteira com o nosso país. Mas o modo de agir delas e o prejuízo e as consequências para aquelas localidades é muito diferente da realidade que se tem no Rio de Janeiro. Por mais que se  possa ter a presença dessas pessoas aqui, seja em Goiânia ou seja no estado de Goiás, essas pessoas não dominam territórios como dominam no estado do Rio de Janeiro. Existe uma diferença muito grande em relação a isso. A questão da criminalidade, e agora falando como policial, vai acontecer em qualquer lugar do mundo, o crime nunca vai deixar de existir. Eu nunca vou ter uma sociedade isenta do crime, porque o crime faz parte da natureza humana; a pessoa erra e comete o crime. Eu, enquanto operador da segurança pública, preciso evitar que principalmente essas organizações criminosas dominem e sucumbam a sociedade. Que determinados grupos detenham o domínio de regiões, sejam bairros, comunidades, cidades, e isso que nós evitamos aqui no estado de Goiás. Quando o governador fala que a criminalidade não se estabelece aqui, vai ter crime acontecendo. Infelizmente vai ter homicídio, vai ter estupro, tráfico de drogas, mas esse crime não se estabelece com o seu domínio, como é a realidade que temos no Rio de Janeiro, de dominar uma região.

As distribuidoras de bebidas buscam ampliar o horário de funcionamento para as 2h da manhã alegando prejuízos com a recente mudança sancionada pela administração. A senhora acredita que é possível haver ampliação do horário? Há abertura para esse debate?

Eu não sei se haverá essa abertura. O fato é que, após a aprovação dessa lei, nós tivemos uma redução sensível, mas muito considerável dos crimes que ocorreram nas distribuidoras de bebidas. Isso é fato. Agora, alguns pontos precisam ser considerados. Uma distribuidora de bebidas, o próprio nome diz, é um estabelecimento para distribuir bebidas, não tem infraestrutura para se manter como um bar, como um restaurante. E vale ressaltar que a grande maioria dos bares e restaurantes na nossa capital encerram o funcionamento à meia-noite, no máximo uma hora. E é um estabelecimento que tem condições, tem banheiro, estrutura de segurança, local adequado para que se possa consumir essa bebida. A distribuidora não está impedida de continuar com a sua atividade: distribuir bebidas. A partir da meia-noite, qual é a alternativa que ela tem? É o delivery. Não está sendo impedida, “você não pode mais vender”. Mas a partir da meia-noite, ela tem o delivery como alternativa para que possa então continuar vendendo o seu produto. As pessoas que consomem bebidas numa distribuidora, sua condição é muito diferente de consumir uma bebida num bar ou num restaurante. Não existe estrutura ali nem de segurança, não tem banheiro.O que acontece? As pessoas urinam, fazem as suas necessidades em volta do estabelecimento. É uma situação de vulnerabilidade, principalmente para as crianças, as pessoas levam seus filhos, colocam eles ali numa situação de vulnerabilidade, bebem em excesso e as crianças vão estar ali numa situação de vulnerabilidade, podendo acontecer também, infelizmente, toda sorte de crime, de assédio. O objetivo é esse, regular essa atividade, porque afinal de contas, qual é a atividade comercial deles? Distribuir bebidas. Eu acredito que o diálogo deve sempre acontecer, nada pode ser colocado como ponto final, isso não se discute, mas é preciso também que as pessoas entendam que elas precisam exercer a sua atividade econômica, elas têm essa liberdade, mas que elas precisam se preparar para isso. Não posso querer vender um alimento se não cumpro as normas de vigilância sanitária para vender esse alimento. “Ah, mas eu quero ganhar, eu quero garantir o meu sucesso, mas eu preciso”, mas preciso cumprir com as normas. Porque senão estou colocando um consumidor, e aí é um ponto importante, numa situação de vulnerabilidade. Da mesma forma como eu coloco num estabelecimento que não foi preparado, que não tem segurança, que não tem banheiro, não tem como acomodar aquelas pessoas, que estão consumindo aquilo de forma também bastante precária. A discussão sempre deve acontecer, o diálogo deve acontecer, para que se busque a melhor solução. O fato é que com a aprovação da lei no mês de agosto para cá, nós tivemos uma redução sensível  na questão dos crimes que ocorrem nas proximidades das distribuidoras no período da madrugada.

Na época da agenda de segurança pública que a senhora cumpriu em Israel, foi levantada a possibilidade de que o evento tivesse ligações com o lobby da indústria armamentista e de tecnologias de controle e segurança. A senhora chegou a ver alguma coisa nesse sentido?  

Esse lobby da indústria armamentista não teve nada disso. Nós formamos um grupo de autoridades municipais, prefeitos, vice-prefeitos, secretários municipais da área de planejamento e de segurança, uma delegação que também tinha a participação de outros seis países da América Latina para fazer uma capacitação que é feita de forma contínua. Um instituto que nos recebeu e custeou toda a nossa ida e permanência lá, é um instituto que realiza essas capacitações constantemente. Desde que eu retornei, eu já recebi pelo menos uns três convites para retornar para fazer novas capacitações voltadas para as ações do município na área de segurança, de educação e de tecnologia. É uma ação constante que o instituto tem em parceria com a embaixada de Israel. Nós fomos conhecer projetos e ações exitosas realizadas nos municípios, nas mais diversas áreas. Conhecemos programas relacionados à sustentabilidade, tive contato com projetos de uso racional dos recursos hídricos, que é um desafio que Israel tem e desenvolveu toda uma tecnologia que trouxemos para cá; conheci empresas e trouxe o contato dessas empresas para as cooperativas que lidam com agricultura familiar; estamos trazendo essa técnica da irrigação por gotejamento em um projeto experimental nas nossas hortas, nossos jardins, uma técnica que pode proporcionar tanto a beleza, mas de forma sustentável, com o uso racional do nosso recurso hídrico; conhecemos estratégias importantes de trabalho de voluntariado, que queremos implantar essa filosofia do trabalho voluntário, que é algo muito presente nas cidades em Israel. Tivemos a oportunidade também de ver todo o planejamento em  segurança, mas do ponto de vista do uso da tecnologia. Coletarmos informações sobre  atividades de inteligência que possam proporcionar um atendimento mais efetivo aos serviços prestados pela prefeitura, como por exemplo, a melhoria do nosso Centro de Comando e Controle, para que possamos atender as ocorrências no trânsito de uma forma mais efetiva, responder a esses problemas de mobilidade de uma forma mais eficaz. O mapeamento, olhando para a questão da segurança,das áreas que têm o maior número de ocorrência, para que possamos direcionar ações preventivas para essas áreas de maior vulnerabilidade e estabelecer ações preventivas na área da educação, saúde e assistência. O que fomos buscar não tinha nada a ver com a indústria armamentista, nem vimos arma. Ninguém teve contato com nenhuma indústria bélica, nada disso. O que aconteceu é que nos deparamos com uma situação de conflito, uma guerra que se instalou ali naquele momento, e tivemos que negociar a nossa saída para poder retornar com segurança. Na própria programação, inclusive eu até compartilhei, na época, não havia nada voltado para visitação a indústria bélica ou que tratasse disso. Fomos falar de segurança, conhecer, mas do ponto de vista do uso de tecnologias, de monitoramento, paineis de acompanhamento. Para se ter uma ideia, tem informações que ajudam muito na gestão, por exemplo, o controle de um consumo de água. A prefeitura de uma cidade conseguiu verificar que uma pessoa morreu na casa e que ninguém tinha o contato dela porque ela deixou de consumir água por dois dias. Ou não tem ninguém na casa ou aconteceu alguma coisa com o morador lá. É nesse sentido, fazer o melhor uso da informação que chega, mas não tinha nada também com indústria armamentista. 

 

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