Uma operação do Batalhão de Polícia Militar de Operações Ambientais (BPMOA) desarticulou um garimpo de ouro ilegal em atividade no distrito de Lua Nova, município de Matrinchã, no interior de Goiás. A ação foi deflagrada após denúncia anônima, e o ponto estava instalado às margens do Rio Ferreira, uma área de preservação permanente.
Durante as diligências, os policiais flagraram 16 pessoas realizando extração mineral sem licenciamento ambiental, o que configura o crime de garimpo ilegal, previsto na legislação ambiental brasileira.
Além da falta de autorização, os militares constataram que os trabalhadores atuavam em condições insalubres, sem o uso de equipamentos de proteção individual (EPIs) e expostos a riscos químicos e físicos. A situação foi caracterizada como condição análoga à escravidão, o que agrava a responsabilidade penal dos envolvidos.
No momento da abordagem, o gerente do garimpo tentou subornar os policiais, oferecendo R$ 15 mil em dinheiro para evitar a prisão em flagrante. O ato configurou o crime de corrupção ativa, previsto no artigo 333 do Código Penal.
Entre os materiais apreendidos estavam:
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1 pote de mercúrio, substância altamente tóxica e proibida para uso em garimpos;
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11 tapetes de lavra;
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4 bateias utilizadas na separação do ouro;
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1 retroescavadeira e 1 escavadeira de grande porte;
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e cerca de R$ 15 mil em espécie, valor entregue como tentativa de suborno.
Diante das evidências, os 16 suspeitos foram presos e encaminhados à Superintendência da Polícia Federal, junto com o dinheiro e os equipamentos apreendidos. A Polícia Federal deve conduzir a investigação sobre os crimes de garimpo ilegal, trabalho análogo à escravidão e corrupção ativa.
A PM reforçou que as ações de fiscalização ambiental serão intensificadas em toda a região noroeste do estado, especialmente em áreas próximas a cursos d’água, onde a exploração ilegal de minérios costuma causar graves danos ambientais e sociais.














