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Polícia Civil de Goiás mobiliza mais de 200 agentes em operação contra grupo de falsificação de medicamentos

Operação “Panaceia” cumpre 36 mandados de prisão e 51 de busca em sete cidades de Goiás, Minas Gerais e Rondônia


Avatar Por Redação Tribuna do Planalto em 04/09/2025 - 08:49

Foto: Divulgação/ PCGO

A Polícia Civil de Goiás (PCGO), por meio do Grupo Especial de Repressão a Crimes Patrimoniais (Gepatri) de Rio Verde – 8ª DRP, deflagrou nesta quinta-feira (4) a Operação Panaceia, com o objetivo de desarticular um grupo criminoso especializado na falsificação e comercialização de medicamentos em larga escala.

A investigação, conduzida ao longo dos últimos meses, revelou a existência de uma associação criminosa altamente estruturada, responsável por produzir, adulterar e vender medicamentos destinados a fins terapêuticos e medicinais. Os produtos falsificados eram distribuídos não apenas em Goiás, mas também em outros estados brasileiros, colocando em risco a saúde da população.

No total, estão sendo cumpridos 36 mandados de prisão temporária e 51 mandados de busca e apreensão domiciliar, além de outras medidas cautelares determinadas pela Justiça.

Alvos e cidades da operação

As ações policiais ocorrem simultaneamente em sete cidades:

  • Paranaiguara (GO)
  • Rio Verde (GO)
  • São Simão (GO)
  • Quirinópolis (GO)
  • Goiânia (GO)
  • Uberlândia (MG)
  • Ji-Paraná (RO)

Mais de 200 policiais civis participam da operação, que mobilizou delegados, agentes, escrivães e equipes de inteligência.

Esquema criminoso

Segundo a Polícia Civil, o grupo não apenas falsificava medicamentos, mas também mantinha um esquema paralelo de lavagem de dinheiro, envolvendo:

  • movimentações financeiras suspeitas;
  • aquisição de bens incompatíveis com a renda declarada;
  • uso de diversas contas bancárias para ocultar os lucros ilícitos.

A operação busca não apenas prender os envolvidos, mas também quebrar a estrutura financeira da organização criminosa, garantindo a interrupção das atividades ilegais.

Riscos à saúde pública

A PCGO destacou que os medicamentos falsificados representam grave risco à saúde, já que eram produzidos sem qualquer controle sanitário, podendo conter substâncias tóxicas ou ineficazes. O caso será encaminhado para órgãos de fiscalização sanitária, que devem auxiliar na investigação sobre o impacto da distribuição desses produtos no mercado consumidor.

Próximos passos

Os presos serão levados para unidades prisionais da região e responderão por crimes como:

  • falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produto destinado a fins terapêuticos e medicinais;
  • associação criminosa;
  • lavagem de dinheiro.

A Polícia Civil informou que novas fases da operação não estão descartadas, já que a investigação continua para identificar todos os envolvidos na cadeia de produção e distribuição dos medicamentos.

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