A Prefeitura de Goiânia iniciou a demolição de uma edificação inacabada localizada na Avenida Ismerino Soares de Carvalho, no Setor Faiçalville. A decisão foi tomada após laudo técnico da Defesa Civil constatar risco à população devido à deterioração da estrutura, que permanece abandonada há 18 anos e nunca foi concluída .
O Relatório de Vistoria e Levantamento de Risco identificou comprometimento estrutural na edificação, com lajes deterioradas, vigas com armaduras expostas, danos provocados por incêndios e sinais de degradação devido ao longo período de abandono. O documento também aponta riscos à segurança pública, à saúde pública e à integridade física das pessoas que frequentam o local, motivo pelo qual o imóvel foi interditado preventivamente .
De acordo com o secretário municipal de Eficiência, Fernando Peternella, a decisão foi tomada com base em critérios técnicos e prioriza a proteção da população. “Nossa prioridade é preservar vidas. Os laudos demonstram que essa estrutura apresenta risco e que sua recuperação não se justifica do ponto de vista técnico e nem econômico”, afirmou .
A Comissão Permanente do Idoso da Câmara Municipal de Goiânia se manifestou favoravelmente à demolição após visita técnica ao local e análise da documentação produzida pela Defesa Civil. No parecer encaminhado ao Executivo, a comissão concluiu que a recuperação da edificação é tecnicamente inviável e economicamente desaconselhável, recomendando a demolição como a alternativa mais segura .
A medida também atende a uma antiga reivindicação dos moradores do Setor Faiçalville. Ao longo dos anos, o abandono da estrutura gerou reclamações relacionadas à insegurança, ao acúmulo de lixo, à ocupação irregular do imóvel e ao uso do espaço para práticas ilícitas .
Durante as vistorias, equipes da Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres, Assistência Social e Direitos Humanos (Semasdh) realizaram abordagens às pessoas em situação de vulnerabilidade encontradas no local, oferecendo acolhimento e encaminhamento aos serviços da rede municipal de assistência social.
Após a demolição e a limpeza do terreno, a área permanecerá como patrimônio público. A definição sobre sua futura utilização será feita pela administração municipal dentro do planejamento urbano da cidade e em consonância com o interesse público .
Obras abandonadas e estruturas deterioradas representam risco à segurança da população e podem ser denunciadas à Defesa Civil municipal, que realiza vistorias técnicas e, quando necessário, interdita imóveis. Moradores podem acionar o órgão pelo telefone 199 para relatar situações de perigo iminente. Pessoas em situação de vulnerabilidade encontradas em áreas de risco são encaminhadas pela Semasdh para serviços de acolhimento e proteção social da rede municipal.
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