O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara Municipal, vereador Luan Alves (MDB), anunciou nesta terça-feira (26) que abriu mão das indicações que possuía na Prefeitura de Goiânia. A declaração ocorre um dia após o prefeito Sandro Mabel (UB) exonerar dos cargos os irmãos de dois vereadores que assinaram a Comissão Especial de Inquérito (CEI) da Limpa Gyn, incluindo o Líder do Governo na Casa, vereador Igor Franco (MDB).
Segundo Alves, a decisão foi tomada após orientação do pai, deputado estadual Clécio Alves (Republicanos), crítico da gestão Mabel e mencionado pelo vereador como líder do grupo político ao qual pertence.
“Ontem eu tive uma orientação do líder do meu grupo político, que é o deputado Clécio Alves, solicitando que eu, enquanto vereador e representante do grupo, abrisse mão dos espaços que a gente possui na Prefeitura de Goiânia, as indicações às quais eu fiz”, afirmou na sessão plenária. “Então quero aqui comunicar ao líder do governo, que a partir de agora, meus espaços estão à disposição do Paço, eu não tenho mais indicação ao Paço”, declarou.
O deputado Clécio Alves (MDB) tem feito discursos críticos à atual administração e, no retorno das sessões na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), em 5 de agosto, apresentou um requerimento para a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) com o objetivo de investigar uma denúncia feita pelo prefeito de Goiânia, Sandro Mabel, sobre a existência de uma “Máfia do Lixo” na capital.
Luan Alves é um dos integrantes da Comissão Especial de Inquérito (CEI) da Limpa Gyn, responsável por investigar contratos e possíveis irregularidades na área de limpeza urbana da capital. A CEI foi protocolada pelo vereador Cabo Senna (PRD), presidente da Comissão Mista na Casa.
A vereadora Aava Santiago (PSDB) afirmou que o Paço tem chantageado vereadores a recuarem do processo de investigação. Segundo ela, apesar de não ter assinado o requerimento, “vai cair de cabeça no processo investigativo”.
O vereador Leo Jose (SD) fez discurso de defesa dos posicionamentos dos presidentes das principais comissões da Câmara Municipal. Ele nominou o parlamentar e cada comissão que preside, em tom de recado político ao Paço Municipal. “Essa Casa tem obrigação de fiscalizar, a fiscalização é um direito de todos e acho muito deselegante o que está acontecendo, vereadores sendo perseguidos e ameaçados por fazerem seu trabalho de fiscalização”, afirmou.
Segundo Leo, a imprensa repercute que a CEI tem objetivo de pressionar o Paço quando, na realidade, as pressões estão vindo da administração em tentativa de desmobilizar as investigações. “Eu queria dizer que esse vereador que se encontra na CCJ, na Finanças, na Habitação, Obras, que esse vereador também deixa livre o Poder Executivo para, se tiver o interesse, de fazer qualquer tipo de remanejamento que sobraram, não importo de ser oposição”, avisou.















