skip to Main Content

Prisão de mãe e filho suspeitos de matar adolescente é convertida

Na decisão, o juiz diz que a mulher, como genitora, deveria não apenas orientar seus filhos a não praticarem delitos, mas também impedir situações que colocasse em risco à vida de outras pessoas


Avatar Por Redação Tribuna do Planalto em 22/02/2024 - 17:15

O menor também envolvido no caso está apreendido

A Justiça converteu, nesta tarde, a prisão de mãe e filho suspeitos de matar a facadas o adolescente Nikolas Lima Serafim, de 14 anos, na porta de uma escola, em Anápolis. Durante audiência realizada nesta tarde (22) a prisão em flagrante foi convertida em preventiva.

Na decisão, o juiz Renato César Dorta Pinheiro diz que a mulher, ao invés de ir para a casa, parou o veículo para permitir que os filhos se envolvessem em uma briga e que, além disso, ela se inseriu na desavença portando um martelo, agindo com total irresponsabilidade. O magistrado argumento ainda que “como genitora, a custodiada deveria não apenas orientar seus filhos a não praticarem delitos, mas também impedir situações que colocasse em risco à vida de outras pessoas. Entretanto, dos relatos colhidos, em fase indiciária, apontam que ela, na verdade, foi quem instigou toda a situação.

Relembre o caso
Uma briga entre alunos de uma escola estadual em Anápolis, a 55 km de Goiânia, terminou em tragédia nesta terça-feira (20). Um estudante de 14 anos morreu e outros dois, de 12 e 15 anos, ficaram feridos e levados para o Hospital de Urgências de Anápolis (Huana). Testemunhas relataram que o motivo da confusão foi um desentendimento em um jogo online.

De acordo com a Polícia Militar (PM), uma mulher de 43 anos, seus dois filhos, de 15 e 20 anos, chegaram ao local armados com um martelo e uma faca e partiram para cima dos estudantes. Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o momento em que eles abordam um grupo de alunos que estava na esquina do Colégio Estadual Leiny Lopes de Souza.

A PM foi acionada e conseguiu deter os suspeitos, que foram encaminhados à Central de Flagrantes de Anápolis. Eles devem responder por homicídio e tentativa de homicídio. A mulher alegou que agiu em defesa do filho mais novo, que teria sido ameaçado pelos alunos por causa do jogo online. A polícia vai investigar a motivação e as circunstâncias do crime.

Em nota, a Secretaria de Estado da Educação de Goiás (Seduc) lamentou o ocorrido e disse que toda a confusão aconteceu fora do ambiente escolar, por motivos pessoais dos estudantes. A Seduc informou que acionou a Superintendência de Segurança Escolar e Colégio Militar e o Núcleo de Saúde e Segurança do Servidor e do Estudante para prestar assistência e apoio à escola, aos estudantes e às famílias.