Entidades representativas do setor de combustíveis em todo o Brasil divulgaram, nesta segunda-feira (30), uma carta aberta em que defendem o papel estratégico dos postos revendedores e contestam críticas recorrentes sobre a alta dos preços ao consumidor. O documento chama atenção para o que classifica como distorções no debate público e reforça que o varejo é apenas o elo final de uma cadeia complexa.
Segundo a manifestação, o setor de revenda é formado por mais de 40 mil postos em operação no país, responsáveis por centenas de milhares de empregos diretos e mais de um milhão de postos de trabalho ao considerar toda a cadeia econômica envolvida. Além disso, destaca a relevância na arrecadação de tributos como ICMS, PIS e Cofins, que movimentam bilhões de reais anualmente.
A carta enfatiza que os postos operam com margens reduzidas, muitas vezes de centavos por litro, e precisam arcar com custos elevados, como folha de pagamento, energia, manutenção e exigências regulatórias. Ainda assim, segundo as entidades, o setor acaba sendo frequentemente apontado como responsável pela elevação dos preços, o que consideram incorreto.
De acordo com o documento, a formação dos preços dos combustíveis depende de fatores que fogem ao controle dos revendedores, como o mercado internacional de petróleo, a variação cambial, os custos logísticos, as políticas comerciais das distribuidoras e a carga tributária.
As entidades também criticam a forma como fiscalizações têm sido conduzidas em alguns casos, apontando excessos e exposição indevida de empresários. Apesar disso, reforçam que são favoráveis à fiscalização, desde que realizada com critérios técnicos e respeito.
Outro ponto abordado é a necessidade de qualificar o debate público. Para os representantes, o Brasil precisa avançar em políticas estruturais, como o fortalecimento da capacidade de refino, a redução da dependência de importações e a criação de mecanismos que reduzam a volatilidade dos preços.
O posicionamento é assinado por diversas entidades do setor, entre elas: MINASPETRO, PARANAPETRO, SCPETRO, SINDÓPOLIS, SINDICOMBUSTÍVEIS DF, SINCOMBUSTÍVEIS SC, RJ POSTOS, SINDICOMBUSTÍVEIS BAHIA, SINDIPETRÓLEO MT, SINDIPOSTO GO, SINDICOMBUSTÍVEIS RESAN, SINDIPOSTOS PI, SINDIPOSTOS ES, RECAP, SINDIPESE, SINPETRO MS, SINPEB, SINDIPETROPB, SINDICOMBUSTÍVEIS AL, SINDICOMB RJ, SINDIPOSTOS RN, SULPETRO, SINDICOMBUSTÍVEIS PE, SINDICOMBUSTÍVEIS PA, SINDTRR, SINDIPOSTO-TO, SINDIPETRO-RO, SINDPAC e SINDICOMBUSTÍVEIS MA.
Na avaliação das entidades, o momento exige responsabilidade, análise técnica e compromisso com dados concretos, evitando simplificações que possam comprometer a compreensão da realidade do setor.
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