No mês de conscientização sobre o câncer de mama, o Instituto Carlos Chagas (ICC/Fiocruz Paraná) destaca um biossensor inovador. Essa tecnologia possibilita um diagnóstico precoce da doença. Desenvolvido pela equipe liderada pelo pesquisador Leonardo Foti e pela doutoranda Maria Luiza Ferreira dos Santos, o método é pouco invasivo, rápido e de baixo custo. A parceria com a startup curitibana Hyla Biotech resultou na aprovação do projeto no programa Paraná Anjo Inovador, do Governo do Estado.
O kit de diagnóstico consegue identificar a presença ou ausência de um tumor em até 30 minutos, usando apenas uma amostra de sangue. A ideia é utilizar essa tecnologia em hospitais e unidades básicas, especialmente durante o rastreio inicial da doença. Assim, após a confirmação do câncer, as pacientes serão encaminhadas para exames mais detalhados e iniciarão o tratamento. Maria Luiza observa que o projeto começou em 2019, motivado pela alta taxa de mortalidade entre mulheres diagnosticadas tardiamente.
O Governo do Estado, por meio da Secretaria da Inovação, Modernização e Transformação Digital (SEI), apoia a evolução da startup Hyla Biotech. O programa Paraná Inovador tem sido essencial para validar o biossensor e formar uma equipe especializada. “Esse suporte foi crucial para desenvolver nosso produto e estabelecer parcerias importantes”, afirma Maria Luiza.
Recentemente, a Hyla Biotech finalizou a submissão do projeto no Comitê de Ética do Instituto Fernandes Figueira (IFF). A expectativa é que o projeto seja aprovado até dezembro, permitindo o envio de amostras de sangue para testes no início de 2025. Além disso, a startup firmará parceria com o Hospital Nossa Senhora da Conceição (GHC) para validar o teste em pacientes reais. Essa colaboração será fundamental para avaliar a viabilidade econômica do produto no mercado, aumentando as chances de sucesso na luta contra o câncer de mama.














