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Terra gira mais rápido hoje no 2º dia mais curto da história

Nesta terça-feira (22), planeta completa rotação com 1,34 milissegundo a menos; encurtamento segue tendência de aceleração observada por cientistas


Avatar Por Redação Tribuna do Planalto em 22/07/2025 - 15:34

Foto: Divulgação/Nasa/Estadão

Hoje, terça-feira, 22 de julho, a Terra vai girar mais rápido do que o habitual e completar sua rotação com 1,34 milissegundo a menos que o normal, tornando este o dia mais curto de 2025 e o segundo mais curto da história desde o início das medições com relógios atômicos, em 1974. O fenômeno, que também ocorreu em 9 de julho e está previsto para 5 de agosto, segue uma tendência recente de aceleração do planeta e intriga cientistas.

Rotação encurtada

Em média, a Terra leva 86.400 segundos para completar uma rotação, o que representa as 24 horas do dia. Nesta terça-feira, o planeta vai completar esse movimento com 1,34 milissegundo a menos. A diferença é imperceptível — um piscar de olhos dura cerca de 300 milissegundos — mas os dados mostram um padrão. Em 9 de julho, a Terra já havia registrado um dia mais curto, mas hoje o giro será ainda mais acelerado. Em 2025, outra “perda” está prevista para 5 de agosto.

Até 2020, o dia mais curto já registrado havia sido em 5 de julho de 2005, com 1,0516 milissegundo a menos. Em 2020, a Terra bateu esse recorde, acumulando os 28 dias mais curtos desde os anos 1960. No dia 19 de julho daquele ano, o planeta girou 1,47 milissegundo mais rápido. Em 29 de junho de 2022, veio o recorde absoluto: 1,59 milissegundo a menos.

 

Tendência intrigante

Cientistas ainda não sabem exatamente o que provoca as variações na rotação, mas apontam possíveis causas: atividade do núcleo fundido da Terra, movimento dos oceanos e da atmosfera. A Terra vem desacelerando sua rotação desde sua formação — bilhões de anos atrás, um dia durava cerca de cinco horas —, mas essas desacelerações não ocorrem de forma regular, permitindo pequenas acelerações momentâneas, como as atuais.

Segundo Fernando Roig, diretor do Observatório Nacional, essas alterações são esperadas em escalas de tempo entre 10 e 100 anos. Para manter a precisão dos horários oficiais, os cientistas usam o “segundo bissexto”, adicionado ou retirado dos relógios desde 1973. Até hoje, já foram somados 27 segundos bissextos. Caso a Terra continue acelerando, pode ser necessário aplicar pela primeira vez um segundo bissexto negativo, ou seja, tirar um segundo dos relógios para ajustá-los à rotação mais rápida do planeta.

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