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Veja o que se sabe da tragédia em caverna submarina nas Maldivas que deixou 5 italianos mortos

Missão de resgate enfrentou profundidade extrema, fortes correntes e terminou também com a morte de um mergulhador militar das Maldivas


Por Carlos Nathan Sampaio em 18/05/2026 - 19:56

Veja o que se sabe da tragédia em caverna submarina nas Maldivas que deixou 5 italianos mortos
(Foto: Reprodução)

As autoridades das Maldivas confirmaram nesta segunda-feira (18) a localização dos corpos dos quatro mergulhadores italianos que permaneciam desaparecidos após uma expedição em uma caverna submarina no Atol de Vaavu. Com isso, sobe para cinco o número de italianos mortos na tragédia considerada o maior acidente de mergulho já registrado no arquipélago turístico.

As vítimas participavam de uma expedição a bordo do navio Duke of York junto de outros 20 turistas italianos. O grupo mergulhava em uma caverna marinha profunda quando ocorreu o acidente, ainda cercado de mistério. O primeiro corpo encontrado foi o do instrutor de mergulho Gianluca Benedetti, localizado próximo à entrada da caverna. A descoberta levou as equipes de resgate a concentrarem as buscas no interior da gruta.

Nesta segunda-feira, foram encontrados os corpos da pesquisadora Muriel Oddenino, do biólogo marinho Federico Gualtieri, da professora universitária Monica Montefalcone e de sua filha, Giorgia Sommacal.

A operação de resgate revelou a complexidade da missão. A caverna chega a aproximadamente 70 metros de profundidade, em um ambiente marcado por escuridão total, passagens estreitas, correntes submarinas imprevisíveis e grande quantidade de sedimentos. As buscas chegaram a ser suspensas temporariamente após a morte do sargento Mohamed Mahudhee, mergulhador experiente das forças de defesa nacionais das Maldivas, que participava da missão de recuperação dos corpos.

As autoridades locais acreditam que o militar sofreu doença descompressiva durante o retorno à superfície. O caso causou forte comoção nacional, e Mahudhee foi enterrado com honras militares na capital Malé, em cerimônia acompanhada pelo presidente Mohamed Muizzu.

Especialistas internacionais em mergulho profundo foram acionados para auxiliar na operação. Três mergulhadores da DAN (Divers Alert Network), organização global especializada em segurança no mergulho, chegaram ao país para ajudar na elaboração de uma nova estratégia de recuperação.

As circunstâncias do acidente seguem sob investigação. Segundo o governo das Maldivas, mergulhos recreativos no país possuem limite legal de 30 metros de profundidade, mas a entrada da caverna onde o grupo entrou já estaria localizada a quase 50 metros abaixo da superfície. A licença da embarcação utilizada na expedição foi suspensa até a conclusão das apurações.

Especialistas apontam que fatores como narcose causada pela profundidade, desorientação em ambiente sem visibilidade e possíveis correntes marítimas podem ter contribuído para a tragédia. Autoridades italianas e maldivas mantêm contato direto desde o acidente, enquanto familiares das vítimas acompanham as investigações e a retirada dos corpos do interior da caverna submarina.

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