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Zé Mário Schreiner e a força institucional do agro goiano: Da porteira de Nerópolis aos rumos de Goiás em 2026

José Mário Schreiner conhece como poucos as demandas e os anseios da agricultura goiana


Rodrigo Zani Por Rodrigo Zani em 27/02/2026 - 09:49

José Mário Schreiner
José Mário Schreiner conhece como poucos as demandas e os anseios da agricultura goiana (Sistema Faeg)

Durante cinco anos, vivi essencialmente da pequena produção rural em Nerópolis. Minha rotina era dividida entre a ordenha do leite e a plantação de milho. Não havia romantização: havia trabalho duro, custos apertados, incertezas climáticas, oscilação de preços e a constante necessidade de aprender para sobreviver. Vivi na pele a realidade do agricultor goiano — suas dificuldades, sua resiliência e, sobretudo, sua importância estratégica para a economia.

Essa experiência despertou em mim um interesse profundo por essa engrenagem econômica que movimenta Goiás e o Brasil. O agro produz alimentos, gera emprego e renda, sustenta cadeias produtivas inteiras e garante equilíbrio social em centenas de municípios. Não é apenas um setor produtivo; é um pilar estrutural do desenvolvimento.

Nesse contexto, é impossível não destacar o papel da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (FAEG) e de seu presidente, José Mário Schreiner. Agricultor com trajetória consolidada na região sudoeste do estado, ele se tornou uma das maiores lideranças da história recente do agro goiano. Ao assumir a FAEG, não apenas ocupou um cargo institucional — ampliou a presença da entidade aos quatro cantos de Goiás.

Hoje, o povo da roça conhece e vive os trabalhos da FAEG. Não se trata de uma estrutura distante, restrita a gabinetes em Goiânia. É uma federação presente, que dialoga com o pequeno, o médio e o grande produtor.

Cito novamente Nerópolis, onde tenho vivência diária. O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – Administração Regional de Goiás (SENAR Goiás) está presente no cotidiano do pequeno agricultor. Eu vi de perto a experiência de cursos, seminários, capacitações e assistência técnica em diversas áreas da agricultura. Vi produtores melhorarem a gestão, aumentarem produtividade, aprenderem novas técnicas e se profissionalizarem. E sei que muitos outros programas ainda virão. Hoje, quem está no dia a dia da roça, levando conhecimento aplicado e acompanhamento técnico, é o SENAR Goiás.

Os Sindicatos Rurais também cumprem papel fundamental. Onde estão organizados de maneira coletiva, por meio de assembleias e diretorias legitimamente constituídas, impulsionam a agricultura local. Promovem feiras de exposição, fortalecem o comércio agropecuário, oferecem apoio técnico e logístico ao produtor e prestam uma série de serviços que irrigam — no melhor sentido da palavra — a economia agrícola das suas cidades e regiões. São braços institucionais que conectam o produtor às políticas públicas e às oportunidades de mercado.

Outro pilar dessa estrutura é o Instituto para o Fortalecimento da Agropecuária de Goiás (IFAG). O instituto reúne capacidade técnica e equipe profissionalizada para prestar assistência qualificada. Atua na elaboração de projetos, assessoria técnica especializada, capacitação de produtores e articulação de iniciativas estratégicas para o fortalecimento da agropecuária. É uma estrutura que agrega inteligência técnica ao setor, garantindo que o produtor tenha suporte não apenas operacional, mas também estratégico.

José Mário conhece como poucos as demandas e os anseios da agricultura goiana. É visto como legítimo representante do agro em Goiás, com repercussão nacional. Sabe desenvolver um trabalho institucional e técnico na FAEG, prestigiando todos os setores da agricultura. Reconhece o valor do agronegócio empresarial — responsável por movimentar o PIB, produzir pesquisa e ciência e projetar o Brasil no cenário internacional — mas também atua de forma concreta para fortalecer a agricultura familiar, que produz a maior parte dos alimentos que chegam à mesa dos brasileiros.

Hoje, a FAEG, muito em razão do trabalho de sua liderança, possui uma rede completa e eficiente de apoio à agricultura em Goiás. Trata-se de um modelo que integra representação política, capacitação técnica, organização sindical e assistência estratégica.

Diante da importância do agro goiano e do contexto exposto, é evidente que José Mário Shinaider representa um ativo político relevante para orientar e participar dos destinos de Goiás nas eleições de 2026. Quando a política é feita com propósito, compromisso com causas sociais e habilidade institucional, toda a sociedade ganha.

O agro em Goiás precisa ter voz. E, mais do que isso, precisa ser ouvido — sempre.

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Rodrigo Zani

É Secretário de Formação Política da União Nacional das Cooperativas da Agricultura Familiar do Brasil - UNICAFES

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