Uma suspeita de emissão de radiação em Anápolis fez com que o prefeito Márcio Corrêa (PL), se manifestasse nas redes sociais nesta quinta-feira (18). A situação teve início após uma denúncia anônima informar a existência de um equipamento antigo armazenado em um ferro-velho localizado na Avenida Brasil. Diante da possibilidade de contaminação radioativa, a área foi isolada preventivamente e mobilizou equipes da Vigilância Sanitária, Defesa Civil, Corpo de Bombeiros e da Secretaria Municipal de Meio Ambiente.
A informação foi divulgada por Corrêa no Instagram, que gravou um vídeo para tranquilizar a população e explicar as medidas adotadas pelo município. Segundo ele, o equipamento encontrado é um antigo aparelho militar fabricado nos Estados Unidos na década de 1960 e havia sido identificado como potencial emissor de radiação.
“Precisamos agir de forma muito responsável, mas também tranquilizar a população. Todas as medidas de segurança estão sendo e serão tomadas”, afirmou o prefeito.
Ainda de acordo com o gestor, assim que a Prefeitura tomou conhecimento da situação, os órgãos competentes foram acionados para realizar os procedimentos de segurança e avaliação técnica. Um físico especialista foi chamado para auxiliar nas análises e técnicos da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) também participaram da operação.
As primeiras verificações indicaram que os equipamentos possuem tecnologia capaz de detectar radiação gama, mas dependem de alimentação elétrica para funcionamento. A análise preliminar realizada no local não apontou qualquer vazamento radioativo.
Segundo informações levantadas pela Vigilância Sanitária, os aparelhos chegaram ao ferro-velho há cerca de dez anos após serem adquiridos em um lote proveniente de uma licitação realizada em Brasília. Os proprietários do estabelecimento informaram que as caixas nunca foram abertas ou manipuladas desde a compra.
O caso despertou preocupação por remeter à memória do acidente com o Césio-137, ocorrido em Goiânia em 1987, considerado o maior acidente radiológico do mundo fora de uma usina nuclear. Na época, a desmontagem de um aparelho de radioterapia abandonado provocou a contaminação de centenas de pessoas e resultou na morte de quatro vítimas.
Apesar da repercussão e do isolamento da área, a Prefeitura reforça que, até o momento, não existe confirmação de risco para a população. As investigações e avaliações técnicas continuam sendo realizadas, e novas informações deverão ser divulgadas conforme a conclusão dos laudos especializados.














