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Goiânia está entre as capitais com melhor índice de alfabetização do Brasil, aponta MEC; veja ranking

Capital goiana alcançou 80% de crianças alfabetizadas ao final do 2º ano do ensino fundamental e aparece entre os melhores resultados do país


Por Carlos Nathan Sampaio em 19/06/2026 - 10:09

Goiânia Alfabetização
(Foto: Reprodução)

Goiânia apareceu entre as capitais brasileiras com melhor desempenho na alfabetização de crianças na idade certa. Dados divulgados pelo Ministério da Educação (MEC), por meio do Indicador Criança Alfabetizada (ICA), mostram que a capital goiana alcançou 80% de alunos alfabetizados ao final do 2º ano do ensino fundamental em 2025, ficando atrás apenas de Teresina, que registrou 81%.

O resultado coloca Goiânia em posição de destaque nacional e acima da média brasileira, que chegou a 66% em 2025. O índice nacional também superou a meta estabelecida pelo MEC para o período, que era de 64%. Em 2023, antes da implantação do monitoramento, a taxa nacional era de 54%, demonstrando avanço significativo nos últimos anos.

Além de Goiânia, apenas Vitória aparece próxima do topo do ranking, com 79% das crianças alfabetizadas na idade adequada. Na outra ponta da lista estão capitais como Salvador, com 50%, Natal, com 40%, e Porto Alegre, que registrou apenas 27%.

O desempenho da capital goiana ganha ainda mais relevância diante dos desafios enfrentados pelas grandes cidades brasileiras. Especialistas apontam que centros urbanos mais populosos costumam enfrentar dificuldades adicionais para melhorar indicadores educacionais devido às desigualdades sociais e econômicas existentes entre diferentes regiões da cidade.

Apesar dos avanços observados no país, pesquisadores alertam que o Brasil ainda está distante da meta nacional de alcançar 80% das crianças alfabetizadas até 2030. Para isso, será necessário ampliar investimentos em políticas públicas voltadas à educação infantil e à redução das desigualdades de aprendizagem.

Estudos mostram que as diferenças no desempenho escolar começam ainda na pré-escola. Em 2025, o Brasil participou pela primeira vez de uma avaliação da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) voltada para crianças de cinco anos. Os resultados revelaram diferenças significativas entre alunos de diferentes faixas de renda, especialmente nas habilidades de linguagem.

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