A cobertura triplex que ficou conhecida nacionalmente por ter sido o cenário do assassinato do empresário Marcos Matsunaga, pela esposa Elize Matsunaga, foi colocada à venda por R$ 2,8 milhões. Localizado na Rua Carlos Weber, no bairro Vila Leopoldina, na Zona Oeste de São Paulo, o imóvel voltou ao mercado após anos de disputa judicial envolvendo a família Matsunaga.
O apartamento tem 340 metros quadrados e reúne características de um imóvel de alto padrão. São cinco quartos, todos suítes, quatro vagas de garagem, salas de estar e jantar, copa, bar, lareira, escritório e duas varandas.
Na área de lazer privativa, a cobertura oferece piscina com churrasqueira, sauna seca acompanhada de sala de descanso e banheiro com banheira de hidromassagem. O imóvel também possui adega climatizada e vista panorâmica da Zona Oeste paulistana.
Conforme o anúncio publicado na plataforma QuintoAndar, o triplex conta ainda com armários planejados, closet, ar-condicionado e área de serviço. O condomínio também disponibiliza piscina e churrasqueira de uso comum aos moradores.
O custo do imóvel não se limita ao valor de aquisição. A taxa mensal de condomínio é de R$ 6.087, enquanto o IPTU chega a aproximadamente R$ 19,3 mil por ano. O imposto é dividido em 12 parcelas de R$ 1.609.
Duas coberturas foram transformadas em uma
De acordo com informações dos processos judiciais, Marcos Matsunaga comprou duas coberturas no edifício em 2008. Os apartamentos foram unidos e deram origem ao triplex atualmente colocado à venda.
Uma das unidades havia sido registrada em nome de Elize Matsunaga. Após o assassinato, ela perdeu o direito sobre a parte do imóvel que havia recebido por doação. A propriedade foi alvo de uma longa disputa judicial com Mitsuo e Yoko Matsunaga, pais do empresário.
Crime aconteceu em maio de 2012
Marcos Matsunaga, herdeiro da Yoki, foi morto dentro da cobertura na noite de 19 de maio de 2012. Conforme a investigação e o relato apresentado por Elize durante a reconstituição, o casal discutiu após ela revelar que havia contratado um detetive particular para seguir o marido.
Depois de uma discussão, Elize atirou contra a cabeça de Marcos. O corpo foi levado para um dos quartos da cobertura, onde acabou esquartejado. As partes foram colocadas em três malas e posteriormente deixadas em regiões de mata de Cotia, na Grande São Paulo.
Imagens das câmeras de segurança do edifício registraram Elize deixando o local com as malas por volta das 11h30 do dia seguinte. O caso teve ampla repercussão nacional.
Elize foi condenada em 2016 a 19 anos, 11 meses e um dia de prisão pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Posteriormente, a pena foi reduzida para 16 anos, três meses e três dias pelo Tribunal de Justiça de São Paulo. Ela atualmente cumpre o restante da condenação em regime aberto.
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