A sexta-feira (31) foi marcada por lembranças e saudade para a família do prefeito de Itumbiara, Dione Araújo. O neto dele, Benício Araújo Machado, completaria 9 anos na data. O menino foi morto pelo próprio pai em fevereiro deste ano.
Para homenageá-lo, Dione publicou fotos nas redes sociais e escreveu uma mensagem sobre a falta que a criança continua fazendo na vida da família. “Hoje o nosso Benício completaria 9 anos. A saudade continua imensa. Não há um dia em que você não faça falta em nossas vidas”, afirmou.
Ao recordar a convivência com o neto, o prefeito destacou o sorriso, a alegria e a forma carinhosa como o menino se relacionava com a família. Benício era o mais novo entre os dois irmãos e, conforme a lembrança do avô, gostava de estudar, pescar, ir à fazenda e jogar futebol.
Dione também pediu conforto para a família, que perdeu Benício e o irmão dele, Miguel Araújo Machado, de 12 anos, na mesma tragédia.
Crime aconteceu em fevereiro
Os dois irmãos foram baleados dentro da residência onde viviam, em um condomínio fechado de Itumbiara. Conforme a investigação da Polícia Civil, as crianças estavam dormindo quando foram atingidas.
Miguel foi levado para o Hospital Municipal Modesto de Carvalho, mas morreu pouco depois de chegar à unidade. Benício foi socorrido em estado grave, passou por cirurgia e ficou internado em uma Unidade de Terapia Intensiva.
Apesar do atendimento médico, a criança não resistiu aos ferimentos e morreu no dia 13 de fevereiro, um dia depois de ser baleada.
O autor dos disparos foi o pai dos meninos, Thales Machado, que exercia o cargo de secretário municipal de Governo. Depois de atirar contra os filhos, ele tirou a própria vida.
Polícia descartou participação de outras pessoas
A Polícia Civil concluiu que Thales agiu sozinho e descartou o envolvimento de terceiros. A perícia identificou como arma utilizada uma pistola Glock G25 calibre .380, registrada em nome dele.
Os policiais não encontraram sinais de arrombamento, invasão ou luta corporal na residência. A apuração reuniu depoimentos de 24 testemunhas, imagens de câmeras de monitoramento, laudos periciais e análises de movimentações bancárias.
O inquérito foi encaminhado ao Poder Judiciário com pedido de arquivamento. Como o responsável morreu, não é possível dar continuidade à responsabilização criminal, em razão da extinção da punibilidade.
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