A bandeira tarifária amarela permanecerá em vigor durante todo o mês de agosto. Isso significa que os consumidores continuarão pagando R$ 1,88 a mais para cada 100 quilowatts-hora de energia utilizados.
A decisão foi anunciada pela Agência Nacional de Energia Elétrica na sexta-feira (31). Agosto será o quarto mês consecutivo com a cobrança adicional.
O valor final dependerá do consumo registrado em cada imóvel. Se uma família utilizar 200 kWh durante o mês, por exemplo, o adicional nominal da bandeira será de R$ 3,76. Para uma residência que alcançar 300 kWh, a cobrança correspondente será de R$ 5,64.
Já um estabelecimento ou imóvel com consumo de 500 kWh pagará R$ 9,40 a mais em razão da bandeira amarela. O acréscimo é calculado proporcionalmente à energia utilizada.
Veja quanto será acrescentado
| Consumo mensal | Adicional da bandeira |
|---|---|
| 100 kWh | R$ 1,88 |
| 200 kWh | R$ 3,76 |
| 300 kWh | R$ 5,64 |
| 400 kWh | R$ 7,52 |
| 500 kWh | R$ 9,40 |
Por que a cobrança continuará?
A manutenção da bandeira amarela está relacionada ao período seco enfrentado pelo país. A redução das chuvas provoca a queda do nível dos reservatórios das usinas hidrelétricas e limita a geração de energia por essas unidades.
Para compensar a produção menor, o sistema elétrico precisa acionar usinas termelétricas. Essas unidades possuem custos de funcionamento mais elevados, pois dependem da queima de combustíveis para produzir eletricidade.
O custo adicional é sinalizado aos consumidores por meio das bandeiras tarifárias. Criado pela Aneel em 2015, o sistema utiliza cores para demonstrar as condições de geração de energia no país.
Quando a bandeira está verde, as condições são consideradas favoráveis e não há cobrança extra. A bandeira amarela indica um cenário menos favorável e gera acréscimo de R$ 1,88 a cada 100 kWh.
Se os custos aumentarem, pode ser acionada a bandeira vermelha. No Patamar 1, o adicional é de R$ 4,46 para cada 100 kWh. No Patamar 2, o valor chega a R$ 7,87 para a mesma quantidade de energia.
Avaliação ocorre todos os meses
O Operador Nacional do Sistema Elétrico avalia mensalmente as condições de funcionamento do setor. O órgão define a estratégia mais adequada para garantir o atendimento à demanda e estima os custos necessários para a geração.
A bandeira de cada mês é determinada a partir dessas projeções. Por isso, a cor poderá ser alterada posteriormente, conforme o comportamento das chuvas, dos reservatórios e do uso das usinas termelétricas.
Enquanto a bandeira amarela permanecer, reduzir o consumo também ajudará a diminuir a cobrança adicional. Evitar luzes acesas sem necessidade, reduzir o tempo de banho e retirar aparelhos que não estão em uso da tomada são medidas que podem contribuir para controlar o valor da fatura.
Leia mais:
Vai viajar de Goiás para Minas? Ponte será interditada por um ano













