A fábrica da Caoa Chery em Anápolis deve concentrar definitivamente a produção dos veículos da marca no Brasil após o início do processo de desapropriação da unidade localizada em Jacareí, no interior de São Paulo. A medida foi anunciada pela prefeitura paulista em julho e poderá transformar a instalação goiana na única base industrial da montadora em operação no país.
A decisão de desapropriar o imóvel ocorreu após o encerramento do prazo de 12 meses concedido para que a empresa apresentasse um plano considerado suficiente para reativar a produção em Jacareí. Segundo informativo divulgado pela administração municipal, as negociações com a Caoa Chery eram realizadas desde 2025, mas nenhum projeto viável para a retomada das atividades foi apresentado.
A unidade paulista deixou de fabricar veículos em 2022, depois de sucessivas reduções em suas operações. O último modelo montado no local foi o Tiggo 3X. Na época da paralisação, a empresa informou que a estrutura passaria por adaptações para receber a produção de veículos elétricos. A reabertura, entretanto, não aconteceu, e o espaço permaneceu sem atividade industrial.
Enquanto a operação de Jacareí seguia paralisada, a fábrica localizada no Distrito Agroindustrial de Anápolis (Daia) ampliou sua importância dentro dos planos da companhia. Nos últimos anos de funcionamento da unidade paulista, parte da produção já havia sido direcionada para Goiás.
A estrutura anapolina também passou a receber novos investimentos destinados à ampliação da capacidade produtiva e ao desenvolvimento de projetos. A Caoa anunciou aportes de até R$ 8 bilhões até 2028, movimento que fortalece Anápolis como uma das principais bases da indústria automobilística brasileira.
Caso o processo de desapropriação em Jacareí seja concluído, a Caoa Chery passará a contar com uma única base industrial ativa da marca no território nacional. A concentração das operações poderá aumentar a relevância econômica de Anápolis, com reflexos na geração de empregos, na cadeia de fornecedores e na movimentação industrial do Daia.
A mudança representa uma nova fase para a fabricante no país e reforça a posição estratégica da cidade goiana na produção nacional de veículos.













