Decisão exige 70% dos servidores administrativos em cada unidade. Audiência de conciliação ocorre na quarta-feira (19).
A greve dos servidores administrativos da rede municipal de Educação de Goiânia começou nesta segunda-feira (17) sob determinação da Justiça . O desembargador Augusto Ventura, da 1ª Seção Cível do Tribunal de Justiça de Goiás, fixou que cada unidade da rede deve manter, no mínimo, 70% dos servidores administrativos em efetivo exercício .
A decisão estabelece multa diária de R$ 5 mil em caso de descumprimento, limitada inicialmente a R$ 100 mil. O valor pode ser revisto pela Justiça . O percentual de 70% deve ser observado em cada unidade, não podendo ser calculado de forma global para toda a rede .
A secretária municipal de Educação, Giselle Faria, concedeu coletiva nesta segunda-feira para esclarecer as medidas adotadas pela Prefeitura. “Temos buscado negociar. E temos a preocupação com aquela mãe e aquele pai que precisa deixar o filho na escola”, afirmou .
A Justiça também determinou que o Sintego apresente, em cinco dias, a ata integral da assembleia que deliberou pela greve, com lista de presença e comprovantes de convocação. Também exige um plano de contingência por unidade escolar . Uma audiência de conciliação presencial foi marcada para quarta-feira (19), às 10h30, no Tribunal de Justiça de Goiás .
A administração municipal apresentou aos servidores uma proposta de reestruturação da carreira, com impacto financeiro estimado em R$ 62,6 milhões até 2030 . O plano prevê implantação gradual, entre 2026 e 2030, de uma nova tabela de vencimentos, com elevação do piso do Nível I para R$ 1.640.
A proposta busca recompor diferenças salariais e preservar a sustentabilidade das contas públicas, justificando a implantação escalonada pelos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal. Para 2026, a administração estima ganhos reais médios de 7,9% para servidores do Nível I.
A categoria rejeitou a proposta em assembleia realizada na última quinta-feira (13). Dos 631 trabalhadores participantes, 361 votaram contra e 270 a favor . Os servidores defendem que a recomposição salarial seja aplicada ainda durante o mandato atual, sem o parcelamento até 2030.
A Secretaria Municipal de Educação ressalta que os servidores administrativos exercem funções indispensáveis ao funcionamento das escolas e CMEIs, incluindo atendimento, organização, segurança, higiene e alimentação escolar . A greve afeta cerca de 120 mil alunos da rede municipal.
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