A Prefeitura de Goiânia, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), alerta a população para as medidas de combate ao mosquito Aedes aegypti após aumento de casos de chikungunya na capital. Neste ano, a secretaria intensificou ainda mais a busca ativa e reforçou a notificação de casos da doença, que registrou aumento de 278,87% no número de casos notificados e mais de 700 casos confirmados.
Em 2025, foram notificados 260 casos de chikungunya em Goiânia e confirmados 163. Até esta quinta-feira (20/8), a capital já notificou 827 casos e confirmou 709, contra 213 notificações e 100 confirmados no mesmo período do ano passado, um aumento de 609%. A alta é resultado da força-tarefa da Superintendência de Vigilância em Saúde da SMS para busca ativa pela doença.
A chikungunya, assim como a dengue e a zika, é uma doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. Em fevereiro deste ano, a prefeitura lançou a Operação de Enfrentamento à Dengue com objetivo de realizar 2,5 milhões de vistorias nos imóveis da capital para eliminar criadouros do mosquito. Os agentes de combates a endemias já visitaram 1.520.935 e eliminaram 43.057 focos do mosquito.
O superintendente de Vigilância em Saúde da SMS, Flávio Toledo, destaca que 50% da responsabilidade no combate à doença é do poder público e 50% da população. “A prefeitura tem realizado realmente uma mega-operação, usando todos os nossos equipamentos e pessoas no combate ao mosquito. E, para além disso, a gente precisa que a população receba os nossos agentes em casa”, afirma.
O combate ao mosquito Aedes aegypti deve continuar mesmo durante o período de estiagem. Adotar medidas simples contribuem para eliminar e evitar novos criadouros. “São necessárias medidas simples em casa, como limpar calhas, manter caixas d’água fechadas e descartar o lixo corretamente”, orienta o gerente de Controle de Animais Sinantrópicos da SMS, Daniel Graziani.
Confira as recomendações para evitar a proliferação do mosquito:
– Em casa/local de trabalho: eliminar os criadouros, evitar jogar lixo em terrenos baldios, acondicionar adequadamente o lixo, limpar o quintal, calhas e piscinas;
– Reservatórios de água (caixas d’água, cisternas, fossas e outros): manter cobertos e realizar limpeza permanente destes recipientes;
– Lazer: evitar jogar lixos fora das lixeiras disponíveis;
– Gestantes: uso contínuo de repelente durante o período gestacional, vestimentas adequadas para proteção corporal a fim de evitar a picada do mosquito transmissor da doença e consequentemente a microcefalia nos recém-nascidos, causada pelo Zika Vírus;
– Denunciar à Zoonoses, a detecção de macacos doentes ou mortos;
– Denúncia/Notificação: denunciar para as autoridades competentes possíveis locais que possam estar acumulando água e se tornando possível criadouro de mosquitos. Notificar qualquer ocorrência em relação aos criadouros de mosquitos para o departamento de zoonoses, através do aplicativo “Goiânia 24h”: Serviços-Zoonoses/Aedes (SAUDE)-Goiânia contra o Aedes (SAUDE)-Solicitação (passos de 1 a 4).
Para frear o aumento de casos de chikungunya, além da dengue e zika, as equipes também realizam, juntamente com as visitas domiciliares para orientar moradores, vistorias compulsórias de locais fechados ou abandonados, pulverização de inseticidas com bombas costais, nebulização com ultra baixo volume (UBV) em áreas abertas e a aplicam fumacê em pontos estratégicos.
A SMS orienta ainda para que toda pessoa com diagnóstico de dengue, zika ou chikungunya procure a unidade de saúde onde foi atendida para garantir a notificação do caso. Essa informação permite que as equipes da Vigilância em Saúde direcionem as ações dos agentes com mais rapidez e precisão na região onde o paciente reside, intensificando o bloqueio da transmissão.















