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Cinco principais motivos que levam a um segundo transplante capilar

Progressão da calvície, baixa densidade, problemas de cicatrização e resultados artificiais estão entre os fatores que podem levar pacientes a buscarem novo procedimento


Redação Tribuna do Planalto Por Redação Tribuna do Planalto em 25/08/2026 - 17:31

Cinco principais motivos que levam a um segundo transplante capilar
Cinco principais motivos que levam a um segundo transplante capilar

Embora o transplante capilar possa proporcionar resultados duradouros, nem sempre uma única cirurgia é suficiente para alcançar ou manter o resultado esperado. Em determinadas situações, o paciente pode precisar de uma segunda intervenção, seja para acompanhar a evolução da queda, aumentar a densidade ou corrigir aspectos estéticos do primeiro procedimento.

Os médicos cirurgiões Domingos Coelho e Jefferson Freitas, que já coordenaram mais de 4 mil transplantes de cabelo, barba ou sobrancelhas, listam os cinco principais motivos que chegam até eles para a realização de um novo transplante.

1 — A própria evolução da calvície genética. Isso acontece porque a cirurgia redistribui folículos considerados saudáveis para regiões onde houve perda de cabelo, mas não interrompe o processo biológico responsável pela queda dos fios que permaneceram no couro cabeludo.

Com o passar dos anos, os fios nativos localizados entre ou ao redor dos cabelos transplantados podem continuar sofrendo a ação hormonal relacionada à calvície. Como consequência, novas áreas de rarefação podem surgir e tornar necessária uma segunda cirurgia.

“O transplante não impede a progressão da calvície nos fios que não foram transplantados”, explicam os especialistas. Por isso, o acompanhamento médico continua sendo importante mesmo depois da cirurgia.

2 — Densidade capilar abaixo da expectativa. Em áreas extensas de calvície, a quantidade de folículos disponível na região doadora pode não ser suficiente para proporcionar, em uma única sessão, a cobertura desejada.

Nesses casos, depois que os fios transplantados passam pelo período de crescimento, o paciente e o cirurgião podem avaliar a necessidade de uma nova sessão. O objetivo é preencher espaços que ainda apresentam pouca cobertura e aumentar a sensação de volume.

A decisão, no entanto, depende da avaliação da área doadora e das condições do couro cabeludo. Isso porque existe uma quantidade limitada de folículos que pode ser retirada com segurança.

3 — Problemas no processo de recuperação. Esta é outra etapa importante para o sucesso do transplante. Após serem retirados da área doadora e implantados na região que apresenta calvície, os folículos precisam se integrar e receber irrigação sanguínea adequada.

Infecções, alterações na circulação local, dificuldades de cicatrização e cuidados inadequados no período pós-operatório podem comprometer a sobrevivência de parte dos enxertos. Quando isso ocorre, uma nova cirurgia pode ser considerada para repor os folículos que não apresentaram crescimento satisfatório.

Os médicos ressaltam, porém, que cada caso precisa ser investigado individualmente. “Antes de indicar um novo procedimento, é necessário identificar o motivo do resultado insatisfatório e verificar se o couro cabeludo está em condições adequadas para uma nova intervenção”, explicam.

4 — Insatisfação com a região frontal. A região frontal é uma das áreas que mais influenciam a naturalidade do transplante. É justamente nela que erros de planejamento podem ficar mais evidentes. Uma linha frontal excessivamente reta, simétrica ou posicionada muito baixa pode não acompanhar as características naturais do rosto e também pode se tornar inadequada conforme o paciente envelhece.

Para Domingos Coelho e Jefferson Freitas, o planejamento deve levar em consideração não apenas a aparência imediata, mas também a evolução futura da calvície e as características individuais do paciente.

Quando o desenho realizado anteriormente compromete a naturalidade, uma nova cirurgia pode ser utilizada para suavizar a transição entre testa e cabelo e melhorar o contorno da linha frontal.

5 — Angulação dos fios. Além da posição da linha frontal, a angulação dos fios é determinante para o resultado estético. Os cabelos não crescem todos na mesma direção: a inclinação e o sentido dos fios variam de acordo com a região do couro cabeludo.

Se os folículos forem implantados sem respeitar essas características, os fios podem crescer em posições diferentes das observadas no cabelo natural. O resultado pode ser um aspecto espetado, desalinhado ou pouco harmônico.

Em determinadas situações, uma segunda cirurgia pode ser utilizada para tentar corrigir a direção e melhorar a integração dos fios transplantados com os cabelos naturais.

A necessidade de uma nova cirurgia, segundo os cirurgiões, não deve ser interpretada automaticamente como sinal de falha do primeiro procedimento. Em pacientes com calvície genética progressiva, por exemplo, a perda dos fios nativos pode continuar mesmo após um transplante bem-sucedido.

Por outro lado, resultados com baixa densidade, linha frontal artificial, alterações na angulação dos fios ou perda de enxertos exigem uma análise cuidadosa para identificar o que aconteceu.

Redação Tribuna do Planalto

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