A Câmara Municipal de Goiânia retoma nesta terça-feira (12) as atividades após o recesso legislativo com uma pauta que inclui projetos voltados à saúde, conscientização e concessão de títulos de cidadania. Ao mesmo tempo, o grupo de vereadores articulam para instalação da Comissão Especial de Inquérito (CEI) da limpeza urbana, incluindo o líder do prefeito Sandro Mabel (UB), Igor Franco (MDB), que volta desgastado junto ao Paço.
Entre as proposições estão o projeto de Willian Veloso que institui o Dia Municipal do Acolhimento do Paciente Oncológico; a proposta de Thialu Guiotti que cria o Dia de Prevenção à Pré-Eclâmpsia; a iniciativa de Isaías Ribeiro que estabelece a Política Municipal de Atenção a Estudantes com TDAH ou dislexia; a alteração na lei do Abril Marrom, voltada à prevenção de cegueira, apresentada por Tião Peixoto; e a proposta de Daniela da Gilka que define critérios para o cuidado de crianças e adolescentes com diabetes tipo 1 no ambiente escolar.
A pauta desta terça-feira (11) inclui ainda oito decretos legislativos para concessão de títulos de cidadania, entre eles ao ex-técnico Vanderlei Luxemburgo e ao ex-ministro Ricardo Salles.
Clima político
A articulação que começou no final do primeiro semestre ganhou força antes da volta das atividades, com encontros entre parlamentares e o prefeito Sandro Mabel (UB). Na última quinta-feira (7), 13 vereadores participaram de café da manhã na sede do consórcio Limpa Gyn, agenda promovida pelo Paço Municipal. Apenas um dos signatários da CEI, Vitor Hugo (PL), esteve presente.
A CEI conta com apoio de nove membros da Comissão de Constituição e Justiça, incluindo o presidente Luan Alves (MDB) e o líder do prefeito, Igor Franco (MDB), além de presidentes de outras comissões permanentes. Interlocutores do Executivo afirmam que a gestão mantém diálogo com o Legislativo, mas sem negociações que envolvam cargos.
Nos bastidores, aliados de Mabel indicam que ele não vai negociar com os vereadores. Por outro lado, articulam para a retirada de assinaturas da CEI. Caso ela seja mesmo implementada, a administração entende que os serviços não vão parar e que caberá aos parlamentares lidar com a opinião pública.
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