O Banco Central (BC) informou nesta terça-feira (10) que ainda existem R$ 10,5 bilhões parados em instituições financeiras à espera de resgate pelos clientes. O levantamento considera valores contabilizados até junho deste ano e disponíveis no Sistema de Valores a Receber (SVR). Mais de 48 milhões de pessoas ainda têm direito a receber dinheiro guardado em bancos, consórcios e outras instituições, segundo o BC.
Em junho deste ano, foram resgatados R$ 318,37 milhões por meio do SVR. Desde que foi criado, o serviço já devolveu R$ 11 bilhões a clientes bancários. O SVR permite consultar, gratuitamente, se uma pessoa física, jurídica ou até mesmo um falecido possui valores esquecidos em instituições financeiras. A verificação é simples: basta informar o CPF e a data de nascimento ou, no caso de empresas, o CNPJ e a data de abertura — inclusive para empresas já encerradas.
Para solicitar o resgate, é necessário possuir conta Gov.br com nível prata ou ouro e autenticação em duas etapas. O dinheiro pode ser recuperado entrando diretamente em contato com a instituição responsável ou pelo próprio sistema do BC.
Desde maio, o SVR conta com uma função de solicitação automática para pessoas físicas que tenham chave Pix do tipo CPF. Nesse caso, os valores são transferidos diretamente para a conta, sem a necessidade de consultas periódicas.
Que valores podem ser resgatados
Entre os recursos disponíveis no sistema estão saldos de contas-correntes ou poupanças encerradas, tarifas cobradas indevidamente, cotas de cooperativas de crédito, valores de consórcios encerrados e contas de pagamento inativas, entre outros.
Até o fim de junho, 31,8 milhões de beneficiários já haviam recuperado seus valores — 28,8 milhões de pessoas físicas e 2,9 milhões de empresas. No entanto, 52,6 milhões ainda não fizeram o saque, sendo 48,1 milhões de pessoas físicas e 4,4 milhões de pessoas jurídicas.
A maioria tem direito a pequenas quantias: 64,6% podem receber até R$ 10, enquanto 24% têm valores entre R$ 10,01 e R$ 100. Apenas 1,76% têm direito a mais de R$ 1 mil.
Atenção aos golpes
O Banco Central reforça que não envia links, não entra em contato para confirmar dados e não cobra por qualquer serviço relacionado ao SVR. Apenas a instituição financeira listada na consulta está autorizada a falar com o cidadão. O órgão alerta para que nunca sejam fornecidas senhas ou informações pessoais a terceiros.














