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Após derrota na Câmara, Mabel convoca imprensa para defender cobrança da Taxa do Lixo

Prefeito deve apresentar base legal para manter cobrança da taxa, mesmo após revogação aprovada, em primeiro turno, na Câmara


Lucas de Godoi Por Lucas de Godoi em 29/08/2025 - 08:49

Sessão na Câmara termina com derrota para Mabel, enquanto vereadores divergem sobre legalidade da Taxa do Lixo (Foto: Divulgação)

Depois de sofrer uma nova derrota política na Câmara Municipal de Goiânia, o prefeito Sandro Mabel (UB) convocou coletiva de imprensa para esta sexta-feira (29), às 11h30, no Paço Municipal. O objetivo é explicar a obrigatoriedade da cobrança da Taxa de Limpeza Pública (TLP), popularmente conhecida como “taxa do lixo”.

A convocação à imprensa ocorre um dia após o plenário aprovar, em primeiro turno, por 20 votos a 12, o projeto de autoria do vereador Lucas Vergílio (MDB) que revoga a Lei nº 11.304/2024, responsável pela criação do tributo. O texto ainda precisa ser analisado pela Comissão de Finanças antes de uma segunda votação em plenário.

A expectativa é de que o prefeito apresente argumentos legais para a implementação da cobrança, a partir de legislação federal que implementou o Marco Legal do Saneamento.

Quando foi enviado à Câmara Municipal pelo ex-prefeito Rogério Cruz (SD), a justificativa era a mesma. Diante de ampla repercussão negativa à época, Cruz desistiu de implementar a taxa e o projeto ficou engavetado na Casa até o final do ano passado, quando Mabel fez articulação para que os vereadores aprovassem. Sob pressão, Rogério sancionou o texto.

Marco Legal e impasse jurídico

A gestão argumenta que a cobrança decorre do Marco Legal do Saneamento (Lei n°11.445/2007), atualizado pela Lei n°14.026/2020, que obriga municípios a definirem instrumentos para custear os serviços de manejo de resíduos sólidos urbanos. Segundo Mabel, a revogação aprovada pela Câmara não muda a exigência prevista em lei federal.

“Vereador não pode derrubar coisa do Executivo. Eles não podem simplesmente modificar um orçamento da Casa por causa da taxa do lixo. Continua a cobrança. É uma determinação federal”, disse Mabel em entrevista anterior.

O vereador Lucas Vergílio, autor do projeto, rebateu afirmando que a taxa não está vinculada ao orçamento da Prefeitura e que, portanto, a revogação é legal.

Reações na Câmara

Durante a sessão desta quinta-feira (28), parlamentares de oposição e parte da base divergiram. Aava Santiago (PSDB) disse que a votação representava uma vitória para os goianienses, enquanto vereadores como William Veloso (PL), Cabo Senna (PRD) e Katia Maria (PT) lembraram que já eram contra a taxa desde sua criação, no ano passado.

Mesmo aliados do Paço, como Markim Goyá (PRD), votaram a favor da revogação. Já Juarez Lopes (PDT) cobrou fidelidade da base, e Sargento Novandir (MDB) votou contra o projeto de forma virtual. Muitos dos vereadores governistas preferiram o silêncio diante da derrota política do prefeito.

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https://tribunadoplanalto.com.br/camara-aprova-em-primeiro-turno-revogacao-da-taxa-do-lixo-e-marca-nova-derrota-politica-para-mabel/

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