Se você ainda pensa que a carne que chega ao seu prato é apenas resultado da natureza generosa, sinto dizer: não é. Por trás de cada corte servido nos restaurantes ou vendido nos açougues existe algo que muita gente não se lembra ciência e décadas de trabalho silencioso no campo.
O Brasil construiu, ao longo de mais de 50 anos, um dos maiores patrimônios da pecuária mundial. E a transformação começou na genética. Raças zebuínas como Nelore, Guzerá, Sindi e Tabapuã hoje representam mais de 80% do rebanho bovino nacional. Em Goiás, esse protagonismo é ainda mais evidente: o estado concentra 10,8% de todo o rebanho brasileiro. Somados a Mato Grosso, representamos mais de um quarto de todos os bovinos do país. Em outras palavras: aqui não se brinca de criar gado, se faz ciência.
E é justamente essa grandeza do zebu que a Goiás Genética faz questão de referendar há 13 anos. O evento não é apenas uma exposição, mas um palco em que a ciência e o trabalho do produtor desfila com pompa e circunstância. São animais de alto padrão genético, palestrantes renomados nas áreas de corte e leite e uma feira de negócios que movimenta milhões. Neste ano, a expectativa é receber em torno de 4 mil pessoas no Parque de Exposições Agropecuário de Goiânia.
Como se não bastasse, de forma simultânea teremos a 18ª Exposição Nacional do Guzerá e o julgamento da raça Tabapuã, dois momentos que reforçam a relevância da programação. Ou seja: quem quiser entender o presente e o futuro da carne brasileira tem compromisso marcado conosco.
A Goiás Genética 2025 não é apenas um convite para técnicos ou pecuaristas. É também para você, consumidor comum, que toda semana vai ao açougue ou consome a carne no prato do restaurante sem imaginar de onde veio aquele pedaço. Traga sua família. Traga seus filhos. É bom que eles aprendam cedo que carne de qualidade não é fruto de sorte, muito menos da vaca “de sempre”. É fruto de nutrição equilibrada, sanidade rigorosa, manejo responsável e pesquisa séria.
Na Goiás Genética, a ciência não se esconde atrás de fórmulas complicadas: ela se mostra de forma simples, didática e, por que não, encantadora. Mostramos que genética não é coisa de laboratório distante, mas de fazendas que aprenderam a transformar conhecimento em produção de qualidade.
E não vamos fugir dos temas difíceis. O mercado da carne vive estremecimentos, pressões externas e desafios internos. Mas quem tem DNA forte, e nisso o zebu é imbatível, sabe que cada chacoalhão também gera novas oportunidades.
Portanto, se você acha que carne é apenas o churrasco do domingo, convido a mudar de ideia. A carne que comemos tem DNA, ciência e identidade de um criador obstinado. E isso é motivo de orgulho não só para os produtores, mas para toda a sociedade que deseja colocar na mesa um alimento seguro, nutritivo e de excelência.
Nos vemos na Goiás Genética 2025.
Luciano Bomfim – presidente da Associação Goiana dos Criadores de Zebu (AGCZ)
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Por Luciano Bomfim em 01/09/2025 - 15:15










