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Aava aciona Conselho de Ética contra Novandir por violência política de gênero

Ela acusa o colega de intimidação e ofensas pessoais


Lucas de Godoi Por Lucas de Godoi em 11/09/2025 - 09:19

Aava Santiago, vereadora do PSDB (Foto: Divulgação)

A vereadora Aava Santiago (PSDB) protocolou nesta quarta-feira (10) uma representação no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara Municipal de Goiânia contra o vereador Sargento Novandir (MDB). Ela acusa o colega de intimidação, ofensas pessoais e violência política de gênero.

O caso mais recente ocorreu na sessão plenária de terça (9). Durante os debates, Novandir insinuou que a oposição teria deixado o plenário para obstruir a votação de um projeto sobre a prorrogação de contratos temporários da Educação, que não estava na pauta. Ao ser corrigido por Aava, afirmou que ela “não construiu nada e sequer trocou uma lâmpada na cidade”.

Em seguida, o vereador deixou seu assento e sentou-se ao lado da parlamentar, virando as costas para as câmeras da TV Câmara e murmurando palavras inaudíveis. O presidente em exercício, Anselmo Pereira (MDB), suspendeu a sessão. Parte dos vereadores acompanhou Aava na saída do plenário.

Na manhã seguinte, durante a assinatura de frequência, Novandir voltou a abordá-la. Exigiu que ela deixasse a cadeira da mesa diretora e se aproximou de forma considerada agressiva. A parlamentar fez gestos para que ele mantivesse distância. A cena foi presenciada por outros vereadores e servidores, e novamente precisou da intervenção de Anselmo Pereira. As imagens do circuito interno foram solicitadas para instruir o processo.

“Não foi um desentendimento político. Foi quebra de decoro e intimidação, com agravante de violência política de gênero. É tentativa de silenciar uma parlamentar no exercício do mandato”, afirmou Aava.

Ela disse que Novandir já acumula sete processos no Conselho de Ética e que suas ações foram premeditadas. “Desde que o confrontei sobre a votação da taxa do lixo, ele vem escalando os ataques. Comigo, não será assim”, afirmou. A representação cita a Lei nº 14.192/2021 e pede a abertura de processo disciplinar com aplicação das penalidades previstas no Código de Ética da Casa.

 

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