A primeira vacina contra a COVID-19 desenvolvida integralmente no Brasil, chamada SpiN-TEC, poderá ser incorporada ao Sistema Único de Saúde (SUS) já no primeiro semestre do ano que vem. A confirmação foi dada nesta quinta-feira (16) pela ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos.
Produzida pelo Centro de Tecnologia de Vacinas da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), a nova vacina conta com financiamento do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, por meio da rede RedeVírus. Segundo o governo, foram investidos R$ 140 milhões para viabilizar desde os estudos pré-clínicos até os ensaios clínicos nas fases 1, 2 e 3.
Em entrevista concedida durante o programa Bom Dia, Ministra, da EBC, a ministra Luciana explicou que o imunizante está em fase final de estudos. Recentemente, foi publicado o primeiro artigo científico atestando que os testes de segurança indicam que a vacina é segura. O próximo passo será encaminhar o pedido de registro à Anvisa para validação. A produção do insumo farmacêutico ativo (IFA) ficará a cargo da empresa brasileira Libbs, e o envase será realizado por outra empresa mineira — um modelo totalmente nacional de cadeia produtiva. “É um orgulho nacional”, afirmou Luciana, ao destacar que todo o processo de compra tecnológica, produção e envase será realizado por empresas brasileiras.
Fortalecimento da ciência
O Brasil publicou este mês o primeiro artigo científico sobre testes de segurança envolvendo uma vacina contra a covid-19 totalmente nacional. Os resultados demonstram que o imunizante, chamado SpiN-TEC, é seguro. A dose avança agora para a fase final de estudos clínicos e deve estar disponível para a população até o início de 2027.

Desenvolvida pelo Centro de Tecnologia de Vacinas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a vacina conta com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico. Ao todo, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) investiu R$ 140 milhões, por meio da RedeVírus, apoiando desde os ensaios pré-clínicos até as fases clínicas 1, 2 e 3.
Em entrevista à Agência Brasil e à TV Brasil, a chefe do MCTI, Luciana Santos, classificou o desenvolvimento do imunizante como algo revestido de simbolismos em meio à luta contra o negacionismo. Ela se mostrou otimista em relação a uma futura aprovação da dose pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e citou outras iniciativas de fomento de novas tecnologias em andamento no país.
*Com informações da Agência Brasil















