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Vacina nacional contra covid deve chegar ao SUS no 1º semestre de 2026

Ministra Luciana Santos disse também que imunizante está na fase final


Avatar Por Redação Tribuna do Planalto em 16/10/2025 - 11:45

Influenza Covid Goiás
O próximo passo será encaminhar o pedido de registro à Anvisa para validação

A primeira vacina contra a COVID-19 desenvolvida integralmente no Brasil, chamada SpiN-TEC, poderá ser incorporada ao Sistema Único de Saúde (SUS) já no primeiro semestre do ano que vem. A confirmação foi dada nesta quinta-feira (16) pela ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos.

Produzida pelo Centro de Tecnologia de Vacinas da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), a nova vacina conta com financiamento do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, por meio da rede RedeVírus. Segundo o governo, foram investidos R$ 140 milhões para viabilizar desde os estudos pré-clínicos até os ensaios clínicos nas fases 1, 2 e 3.

Em entrevista concedida durante o programa Bom Dia, Ministra, da EBC, a ministra Luciana explicou que o imunizante está em fase final de estudos. Recentemente, foi publicado o primeiro artigo científico atestando que os testes de segurança indicam que a vacina é segura. O próximo passo será encaminhar o pedido de registro à Anvisa para validação. A produção do insumo farmacêutico ativo (IFA) ficará a cargo da empresa brasileira Libbs, e o envase será realizado por outra empresa mineira — um modelo totalmente nacional de cadeia produtiva. “É um orgulho nacional”, afirmou Luciana, ao destacar que todo o processo de compra tecnológica, produção e envase será realizado por empresas brasileiras.

Fortalecimento da ciência

O Brasil publicou este mês o primeiro artigo científico sobre testes de segurança envolvendo uma vacina contra a covid-19 totalmente nacional. Os resultados demonstram que o imunizante, chamado SpiN-TEC, é seguro. A dose avança agora para a fase final de estudos clínicos e deve estar disponível para a população até o início de 2027.

Desenvolvida pelo Centro de Tecnologia de Vacinas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a vacina conta com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico. Ao todo, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) investiu R$ 140 milhões, por meio da RedeVírus, apoiando desde os ensaios pré-clínicos até as fases clínicas 1, 2 e 3.

Em entrevista à Agência Brasil e à TV Brasil, a chefe do MCTI, Luciana Santos, classificou o desenvolvimento do imunizante como algo revestido de simbolismos em meio à luta contra o negacionismo. Ela se mostrou otimista em relação a uma futura aprovação da dose pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e citou outras iniciativas de fomento de novas tecnologias em andamento no país.

*Com informações da Agência Brasil

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