A vereadora Daniela da Gilka (PRTB) denunciou que conselhos ligados à Prefeitura de Goiânia têm dificultado o recebimento de recursos para políticas públicas. Na sessão desta quarta-feira (5), ela citou o Conselho Municipal da Pessoa Idosa como exemplo e disse que o órgão não cumpre as diretrizes de paridade e representatividade estabelecidas pelos conselhos nacional e estadual.
Segundo Daniela, o conselho poderia estar viabilizando captações que chegariam a até R$ 100 milhões destinados a instituições que atendem idosos no município. “Nós temos mais de 40 instituições de longa permanência em Goiânia, e essas instituições não têm o direito à democracia de se candidatar ao conselho”, declarou.
A vereadora criticou ainda o regimento interno do conselho, aprovado por lei, que segundo ela, impede a participação de entidades religiosas e outras organizações que atuam na defesa da pessoa idosa. Diante da situação, Daniela afirmou que protocolará representação no Ministério Público de Goiás pedindo intervenção no órgão.
“Hoje estamos perdendo milhões pela ausência de quórum, pela falta de paridade e de representatividade”, afirmou. Ela defendeu também mudanças na estrutura de outros conselhos municipais, como os da Criança e da Assistência Social, para que cumpram papel fiscalizador e ampliem a participação social.
O vereador Anselmo Pereira (MDB) manifestou apoio à colega e destacou o respaldo do presidente da Câmara, Romário Policarpo, às pautas apresentadas por ela. “A vereadora Daniela, quando sobe nessa tribuna, não é para pedir algo para si, mas para a população que representa”, disse.
O requerimento foi aprovado de plano pelo presidente Romário Policarpo.
A reportagem questionou a Prefeitura de Goiânia e aguarda retorno.














