O sarampo é a mais contagiosa entre as doenças infecciosas e o alerta ganha relevância após o anúncio da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) de que a região das Américas perdeu o status de área livre da doença devido à circulação contínua do vírus no Canadá por mais de um ano.
O Brasil ainda mantém a certificação de eliminação do sarampo, mas o cenário requer atenção: foram registrados 37 casos em 2025, distribuídos por sete estados. Os maiores focos ocorreram em Campos Lindos (TO) e Primavera do Leste (MT), ambos iniciados pela chegada de viajantes infectados vindos da Bolívia, país que enfrenta surtos ativos. No Tocantins, foram 25 casos; em Mato Grosso, seis.
Queda na imunização acende alerta
De acordo com o Ministério da Saúde, a redução nas coberturas vacinais e a desinformação têm elevado o risco de novos surtos. “Muitos países vizinhos ao Brasil estão registrando casos de sarampo. Isso nos preocupa pela gravidade da doença, que inclusive deprime o sistema imunológico e facilita outras infecções”, ressalta a infectologista Marília Turchi.
Vacinação: a melhor defesa
A especialista reforça a necessidade de manter a caderneta de vacinação atualizada. Pessoas de até 29 anos devem ter duas doses da vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola. Já quem tem 30 anos ou mais precisa comprovar pelo menos uma dose registrada.
Riscos e complicações
O sarampo pode causar complicações graves, especialmente em crianças não vacinadas, como pneumonia, encefalite (inflamação no cérebro), otite média aguda e, em casos mais severos, morte. Gestantes, bebês menores de um ano e pessoas com imunidade comprometida estão entre os grupos mais vulneráveis.
Proteção individual e coletiva
Manter o cartão de vacinação em dia é essencial não apenas para proteger a si mesmo, mas também para garantir a saúde coletiva e interromper a circulação do vírus. “O sarampo é uma doença prevenível e a vacinação segue sendo nossa principal ferramenta para impedir seu retorno”, reforça Dra. Marília Turchi.















