O Governo Federal revisou para baixo a estimativa do salário mínimo para 2026. Em documento enviado ao Congresso nesta semana, o valor previsto passou de R$ 1.631 para R$ 1.627.
A decisão de ajustar a projeção decorre da expectativa de inflação menor neste ano, o que influencia a fórmula usada para definir o piso nacional.
Se confirmada, a correção representa um aumento de aproximadamente 7,18% sobre o salário mínimo atual, fixado em R$ 1.518.
O que muda e o que permanece em aberto
- A nova projeção será utilizada como referência para o Orçamento de 2026 e para reajustes de benefícios e programas sociais atrelados ao piso nacional.
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O Ministério do Planejamento informou que são os parlamentares quem vão alterar estimativas de gastos previdenciários e sociais durante a tramitação do projeto de Lei Orçamentário Anual. O PLOA precisa ser votado até o dia 22 de dezembro, antes do recesso parlamentar, para ser sancionado pelo presidente Lula. A previsão do Congresso é votar o parecer do relator da LDO, a Lei de Diretrizes Orçamentárias, nesta terça-feira (02). A LDO determina as prioridades e metas do governo e define a estrutura da Lei Orçamentária Anual.
Segundo o Ministério do Planejamento e Orçamento, cada aumento de R$ 1 no salário mínimo tem impacto de aproximadamente R$ 400 milhões no Orçamento. Isso porque os benefícios da Previdência Social, o abono salarial, o seguro-desemprego, o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e diversos gastos são atrelados à variação do mínimo. Na Previdência Social, a conta considera uma alta de R$ 115,3 bilhões nas despesas e ganhos de R$ 71,2 bilhões na arrecadação.














