Entidades que representam a categoria afirmaram que não reconhecem a greve nacional de caminhoneiros convocada para esta quinta-feira (4), em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro, preso desde 22 de novembro. A convocação foi feita pelo desembargador aposentado Sebastião Coelho e por “União Brasileira dos Caminhoneiros” (UBC).
A Federação dos Caminhoneiros Autônomos de Cargas em Geral do Estado de São Paulo (Fetrabens) declarou que não participa, não convoca e não deliberou institucionalmente sobre o ato e, segundo a entidade, não houve nenhuma decisão formal da categoria. A federação informou que observa apenas manifestações individuais e espontâneas, e criticou o uso da sigla UBC, afirmando que a organização não possui CNPJ, representatividade formal nem faz parte do sistema sindical.
Da mesma forma, a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL) negou apoiar a paralisação e afirmou que nenhuma de suas filiadas participou de reuniões para organizar o protesto. A confederação também disse não reconhecer como legítimo qualquer material que aponte seu apoio ao movimento.
Segundo as entidades, a convocação para a paralisação — que prevê, entre outras pautas, a anistia a Bolsonaro e a pessoas envolvidas na invasão dos prédios dos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023 — busca transformar a categoria em instrumento de mobilização política. As federações classificam a ação como “preocupante” e dizem repudiar iniciativas que podem colocar em risco a estabilidade nacional.
Com informações do Poder360













