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Desembargador e líder da UBC anunciam protocolo para legalizar paralisação dos caminhoneiros

Movimento previsto para 4 de dezembro busca respaldo jurídico e reúne reivindicações por melhorias no transporte de cargas, enquanto parte dos apoiadores pressiona por anistia política


Avatar Por Redação Tribuna do Planalto em 03/12/2025 - 09:39

Uma possível paralisação dos caminhoneiros foi a debate após o desembargador aposentado Sebastião Coelho e o líder da União Brasileira dos Caminhoneiros (UBC), Chicão Caminhoneiro, anunciarem que irão protocolar uma ação para legalizar o movimento previsto para começar nesta quinta-feira (04/12). O vídeo divulgado nas redes sociais ampliou a mobilização e reacendeu discussões sobre a pauta da categoria no atual cenário político.

No vídeo, Chicão afirmou que o objetivo é garantir que o ato ocorra dentro dos limites da lei. Segundo ele, a presença do desembargador dará respaldo jurídico ao movimento, que busca unir diferentes setores do transporte rodoviário. Sebastião Coelho agradeceu a confiança dos caminhoneiros e destacou que acompanhará todas as etapas da ação. Ele também afirmou acreditar que o processo pode trazer avanços concretos para a categoria.

Os representantes reforçam que a mobilização não tem caráter partidário. Eles afirmam que o movimento nasce das dificuldades enfrentadas diariamente pelos profissionais. Entre as principais reivindicações estão mais estabilidade contratual, o cumprimento das normas do setor, a revisão do Marco Regulatório do Transporte de Cargas e o reconhecimento da aposentadoria especial após 25 anos de trabalho, desde que comprovado por meio de contribuições ou documentos fiscais.

A pressão pela anistia e o contexto político

Embora parte do movimento negue vínculos partidários, Sebastião Coelho, aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro, convocou recentemente apoiadores para uma paralisação em defesa da anistia do ex-chefe do Executivo e dos envolvidos nos atos de 8 de janeiro. Nas redes sociais, ele afirmou que essa seria a única alternativa após tentativas frustradas de diálogo. Também direcionou críticas ao Congresso Nacional, que, segundo ele, estaria de costas para a população.

Como deve ocorrer a mobilização

De acordo com Coelho, todos os setores podem aderir, exceto bombeiros, hospitais e ambulâncias. Ele reconhece que a paralisação não começará de forma total. A expectativa é que líderes de diferentes segmentos convoquem seus grupos, permitindo que outros se somem ao movimento ao longo dos dias. A projeção é de que o ato cresça de maneira gradual, conforme novos setores aderirem.

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