O governador Ronaldo Caiado disse nesta terça-feira (9/12) que espera apoio de seu partido, o União Brasil, para viabilizar sua pré-candidatura à Presidência da República e para mostrar para o Brasil o que fez em Goiás, em seus sete anos de mandato. Ele falou sobre o assunto na manhã de hoje, em evento de confraternização com a imprensa no Palácio das Esmeraldas, em contexto marcado pela fala do senador Flávio Bolsonaro (PL), que, na sexta-feira (5) dissse ter sido escolhido pelo pai, Jair, para disputar as eleições de 2026.
“Sou filiado ao União Brasil. Só exijo que eu tenha a condição de ser pré-candidato pelo União Brasil”, afirmou o governador, ao ser questionado sobre a federação entre o UB e o Partido Progressistas (PP), da qual não é entusiasta, mas caminha para ser confirmada perante a Justiça Eleitoral. “Com dois partidos grandes, corríamos riscos de perder deputados. Federação funciona com um partido grande e outro menor. Em Goiás, convivo bem com o presidente estadual do Progressistas”, afirmou. “O União Brasil é grande, tem capilaridade e o que peço ao partido é que me dê a chance de mostrar o que fiz em Goiás e o que pode ser feito no Brasil”.
Caiado afirmou que suas buscas por maior participação nas atividades partidárias tiveram êxito. “É exatamente o que foi colocado, uma maior participação do partido, que acabou de me informar que, em toda a mídia nacional do União Brasil, eu estarei presente até junho do ano que vem”, relatou. “Já fizemos as primeiras gravações, e, a partir de hoje — se não me engano — elas começam a ser veiculadas em todo o país”, comemorou.
Encontros
A partir dessa sinalização, Caiado diz que deverá intensificar encontros políticos e participação em eventos estratégicos. “Estaremos atentos também àquilo que deve ser pautado, e o que mais preocupa a sociedade”, afirmou, em relação à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública. “Nos próximos dias, estarei acompanhando a discussão da PEC da Segurança Pública no Congresso Nacional, relatada pelo deputado Mendonça Filho”.
Outro assunto que estará presente na agenda refere-se aos repasses da União para a Saúde. “Na área da saúde, também estarei debatendo com a nossa bancada de deputados federais e senadores para que o governo federal apresente uma metodologia de repasse justa — e que não prevaleça essa tese de que quem é aliado recebe 17% ou 18% a mais do que outros estados”, reafirmou.
Outro ponto é o avanço da inteligência artificial. “O projeto apresentado pelo governo federal é o mais retrógrado que existe. Impede o desenvolvimento de novos softwares e tecnologias no Brasil. É uma cópia de um modelo europeu que até a Europa já está abandonando”, sinalizou o governador, acrescentando que também deverá atacar o que ele chama de “o quadro da expansão da corrupção na realidade atual do governo e, junto a isso, a situação mais grave do país hoje: a ocupação do narcotráfico nas regiões e territórios brasileiros. Quase 60 milhões de brasileiros vivem subjugados”.
“Todos esses temas estarão na pauta do partido. Na quinta-feira, haverá um evento em Fortaleza sobre segurança pública. Estou tentando viabilizar minha presença para participar do debate”, adiantou. “Tenho as credenciais para ser candidato: 40 anos de vida pública, nunca estive em bandalheira, lideramos a avaliação positiva no Brasil. Tenho preparo”, concluiu.
Flávio Bolsonaro
Sobre a pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro, Caiado ponderou que ninguém deve privar nenhum pré-candidato do diálogo. “Falei com (Antonio) Rueda (presidente do UB) para ir, que era prerrogativa de Jair Bolsonaro, com seu patrimônio político, lançar candidato. Temos três colocados: Zema, Flávio e eu. Mas a candidatura única da direita é o que o PT quer, para vir com um massacre”, analisou.
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