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Andar na ponta dos pés: quando os pais devem se preocupar?

Especialista do Einstein Goiânia explica como diferenciar uma fase fisiológica, comum até os três anos, de alterações que precisam de avaliação médica


Avatar Por Redação Tribuna do Planalto em 17/12/2025 - 10:00

A especialista destaca que atenção imediata é necessária em situações específicas. (Imagem: Reprodução)

Andar na ponta dos pés é comum nos primeiros anos de vida, mas quando persiste ou se intensifica, pode indicar a necessidade de avaliação especializada. Os sinais que acompanham a marcha alterada variam de acordo com o motivo. Existem várias causas, desde vício postural, encurtamento do tendão calcâneo e até mesmo doenças neuromusculares. Qualquer alteração observada deve ser investigada para diferenciar uma fase fisiológica, comum até os três anos, de uma condição patológica.

Segundo a ortopedista pediátrica do Einstein Goiânia, Renata Alvarenga Nunes, existem diferentes motivos para esse comportamento. “Se for postural, durante o repouso a criança consegue apoiar todo o pé no chão. Se for encurtamento do tendão, durante o descanso, ela não consegue apoiar o pé no chão. Se for doença neuromuscular, isso pode ser variável”, explica a médica. Entre os sintomas associados, podem surgir calosidades na parte da frente do pé, dores ao pisar e afilamento do calcanhar.

A especialista destaca que atenção imediata é necessária em situações específicas. A impossibilidade de marcha correta ou incapacidade de apoiar os pés no chão já são preocupantes e necessitam de tratamento. “Alterações persistentes no mecanismo da marcha sobrecarregam articulações, podendo provocar dores crônicas, deformidades ósseas e até incapacidade de andar”, pontua a ortopedista.

O tratamento depende da causa identificada, que pode ser desde fisioterapia, uso de órteses corretivas, gessos seriados, e cirurgia. Além disso, é individual e multidisciplinar, podendo incluir ortopedista pediatra, fisioterapeuta, terapeuta ocupacional, pediatra ou neuropediatra. De acordo com Renata, avaliações constantes e manter hábitos saudáveis também contribuem para a evolução positiva da marcha. “Fazer atividade física ajuda a ter um andar correto, com bom alongamento dos tendões”, orienta a especialista.

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