O jovem de 20 anos que estava desaparecido no Pico do Paraná foi encontrado vivo nesta segunda-feira (5). O Corpo de Bombeiros confirmou a informação após cinco dias de buscas intensas na região.
Logo após a confirmação, a família de Roberto Farias Thomaz utilizou as redes sociais para anunciar o resgate. Na publicação, os familiares afirmaram que ele está vivo, passa bem e já segue para atendimento hospitalar.
Além disso, a família agradeceu o apoio recebido durante os dias de angústia. Segundo a mensagem, orações e ajuda voluntária tiveram papel fundamental durante as buscas.
Força-tarefa reuniu bombeiros e voluntários
Enquanto as buscas avançavam, equipes do Grupo de Operações de Socorro Tático (GOST), do Corpo de Bombeiros e trilheiros voluntários atuaram de forma integrada. Dessa forma, os trabalhos cobriram áreas de mata fechada e trechos de acesso extremamente difícil.
Até o momento, as autoridades ainda não divulgaram detalhes sobre as circunstâncias em que Roberto foi localizado. Ainda assim, os trabalhos mobilizaram recursos especializados ao longo de vários dias.
Mal-estar marcou a subida ao cume
Roberto desapareceu na noite de 31 de dezembro, durante a subida ao Pico do Paraná. Ele realizava a trilha ao lado da amiga Thayane Smith. Primeiro, os dois chegaram ao acampamento 1, onde descansaram por algumas horas. Em seguida, retomaram a caminhada rumo ao cume por volta das 3h da madrugada.
Durante a subida, outros trilheiros perceberam que Roberto passou mal. Ele apresentou fraqueza e episódios de vômito. Mesmo assim, conseguiu alcançar o topo por volta das 4h, após receber água e alimento de integrantes do grupo.
No entanto, após o amanhecer, quando os grupos iniciaram a descida, a situação mudou. Em um trecho anterior ao retorno ao acampamento 1, Roberto ficou para trás. A partir desse momento, ninguém mais o viu.
Ausência gerou preocupação no acampamento
Enquanto isso, outros trilheiros também circulavam pela região. Entre eles estava Fábio Sieg Martins, analista jurídico, que se tornou uma das principais testemunhas do caso.
Segundo ele, o grupo só percebeu o desaparecimento ao retornar ao acampamento. Ao encontrar Thayane sozinha na barraca, estranhou imediatamente a situação.
“Quando chegamos no acampamento 1, a menina estava na barraca. Perguntei ‘cadê o Roberto?’ e ela não soube responder. Aí bateu o desespero”, relatou em entrevista ao G1.
Pico do Paraná impõe riscos elevados
Por outro lado, especialistas alertam que o Pico do Paraná exige preparo técnico e experiência. Com 1.877 metros de altitude, a trilha figura entre as mais difíceis do país, inclusive para montanhistas experientes.
Entre os principais desafios do percurso estão: Penhascos e paredões íngremes, uso constante de cordas e grampos fixados em rochas, mudanças bruscas de clima, neblina intensa, além da ausência de sinal de celular
Por isso, qualquer operação de resgate na região demanda planejamento cuidadoso, equipamentos adequados e coordenação entre as equipes.














