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Enamed aponta desigualdade entre cursos de medicina em Goiás

Entre os cursos que poderão sofrer sanções em Goiás estão o Centro Universitário Alfredo Nasser (Unifan), em Aparecida de Goiânia, e o Centro Universitário Estácio de Goiás


Avatar Por Redação Tribuna do Planalto em 20/01/2026 - 08:45

UEG
Dois cursos em Goiás devem sofrer sanções por desempenho ruim

O Ministério da Educação (MEC) divulgou nesta segunda-feira (19) os resultados da primeira edição do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), que avaliou 351 cursos de medicina em todo o país. Do total, cerca de 30% tiveram desempenho considerado insatisfatório, quando menos de 60% dos estudantes alcançaram nível de proficiência adequado. Em Goiás, o levantamento revelou um cenário contrastante, com instituições bem avaliadas, mas também cursos incluídos na lista de supervisão do MEC.

O Ministério da Educação (MEC) divulgou nesta segunda-feira (19) os resultados da primeira edição do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), que avaliou 351 cursos de medicina em todo o país. Do total, cerca de 30% tiveram desempenho considerado insatisfatório, quando menos de 60% dos estudantes alcançaram nível de proficiência adequado. Em Goiás, o levantamento revelou um cenário contrastante, com instituições bem avaliadas, mas também cursos incluídos na lista de supervisão do MEC.

Entre os 99 cursos que poderão sofrer sanções por desempenho ruim estão duas instituições com atuação em Goiás: o Centro Universitário Alfredo Nasser (Unifan), em Aparecida de Goiânia, e o Centro Universitário Estácio de Goiás, em Goiânia, ambos da rede privada com fins lucrativos. Essas instituições fazem parte do Sistema Federal de Ensino e, por isso, entram automaticamente no processo de supervisão anunciado pelo MEC.

As medidas podem variar desde a redução do número de vagas até a suspensão da oferta de financiamento estudantil via Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). Segundo o ministério, as sanções serão aplicadas de forma escalonada, de acordo com o grau de risco ao interesse público. Após a publicação oficial no Diário Oficial da União, os cursos terão prazo de 30 dias para apresentar defesa antes da aplicação das penalidades, que poderão vigorar até a próxima edição do Enamed, prevista para outubro de 2026.

Apesar das ocorrências negativas, Goiás também se destacou positivamente no exame. Cursos de medicina do estado figuram entre as faixas mais altas da avaliação nacional. Com conceito 4 estão a Universidade Federal de Goiás (UFG), em Goiânia; a Universidade Estadual de Goiás (UEG), campus de Itumbiara; a Universidade Evangélica de Goiás (UniEvangélica), em Anápolis; a Universidade Federal de Jataí (UFJ), em Jataí; e a Universidade Federal de Catalão (UFCAT), em Catalão. Já na faixa intermediária, com conceito 3, aparece a Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC Goiás), em Goiânia.

No panorama nacional, os melhores desempenhos foram registrados entre estudantes de instituições estaduais e federais, enquanto os piores resultados ficaram concentrados na rede municipal e em instituições privadas com fins lucrativos. Criado em abril de 2025, o Enamed é obrigatório para concluintes de medicina e também pode ser utilizado como critério de acesso aos programas de residência médica unificados do MEC, por meio do Exame Nacional de Residência (Enare).

O resultado evidencia que, em Goiás, a formação médica convive com realidades distintas: de um lado, universidades públicas e comunitárias bem avaliadas; de outro, cursos privados que agora entram no radar do MEC por desempenho abaixo do esperado.

a, ambos da rede privada com fins lucrativos. Essas instituições fazem parte do Sistema Federal de Ensino e, por isso, entram automaticamente no processo de supervisão anunciado pelo MEC.

As medidas podem variar desde a redução do número de vagas até a suspensão da oferta de financiamento estudantil via Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). Segundo o ministério, as sanções serão aplicadas de forma escalonada, de acordo com o grau de risco ao interesse público. Após a publicação oficial no Diário Oficial da União, os cursos terão prazo de 30 dias para apresentar defesa antes da aplicação das penalidades, que poderão vigorar até a próxima edição do Enamed, prevista para outubro de 2026.

Apesar das ocorrências negativas, Goiás também se destacou positivamente no exame. Cursos de medicina do estado figuram entre as faixas mais altas da avaliação nacional. Com conceito 4 estão a Universidade Federal de Goiás (UFG), em Goiânia; a Universidade Estadual de Goiás (UEG), campus de Itumbiara; a Universidade Evangélica de Goiás (UniEvangélica), em Anápolis; a Universidade Federal de Jataí (UFJ), em Jataí; e a Universidade Federal de Catalão (UFCAT), em Catalão. Já na faixa intermediária, com conceito 3, aparece a Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC Goiás), em Goiânia.

No panorama nacional, os melhores desempenhos foram registrados entre estudantes de instituições estaduais e federais, enquanto os piores resultados ficaram concentrados na rede municipal e em instituições privadas com fins lucrativos. Criado em abril de 2025, o Enamed é obrigatório para concluintes de medicina e também pode ser utilizado como critério de acesso aos programas de residência médica unificados do MEC, por meio do Exame Nacional de Residência (Enare).

O resultado evidencia que, em Goiás, a formação médica convive com realidades distintas: de um lado, universidades públicas e comunitárias bem avaliadas; de outro, cursos privados que agora entram no radar do MEC por desempenho abaixo do esperado.

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