Adeptos das práticas de uma medicina mais holística, com olhar integral para o ser humano, contam com um centro de atendimento especializado que atende 100% pelo Sistema Único de Saúde (SUS): Centro Estadual de Referência em Medicina Integrativa e Complementar (Cremic), que fica no Jardim Santo Antônio, em Goiânia, e atende pacientes de todo o Estado.
O local é o antigo Hospital de Medicina Alternativa, fundado em 1986, depois de cursos que médicos indianos ministraram aos profissionais de Goiás, pioneiros nessas práticas pelo SUS no Estado. Hoje, o Cremic oferece 16 tipos de práticas integrativas, que vão desde as mais conhecidas, como meditação, acupuntura, fitoterapia e homeopatia, até práticas corporais da medicina tradicional chinesa e bioenergética, entre outros. A unidade é pioneira no Brasil e referência nacional.
Para ter acesso aos profissionais e aos tratamentos no Cremic, é preciso passar pela regulação estadual. Para isso, o futuro paciente, de qualquer idade, deve buscar uma unidade básica de saúde (UBS) em seu município, consultar-se e pedir um encaminhamento ao Cremic, para atendimento na clínica médica. Com esse pedido, o interessado é inserido na Central de Regulação da Secretaria Estadual de Saúde (SES), que agenda a consulta. No primeiro atendimento com médico no Cremic, é feita uma triagem para definir a prática indicada para o caso do paciente. Também é possível participar das atividades abertas à comunidade, como oficinas e práticas em grupo.
“Atendemos pacientes de todo o Estado, mas a maioria é de Goiânia, Aparecida e Senador Canedo, cidades próximas, porque o acompanhamento geralmente é semanal”, explica Luiza Cruz, subcoordenadora do Ambulatório do Cremic. A maioria do público atendido na unidade tem entre 40 e 69 anos e histórico de doenças crônicas. “Muitos relatam que já tentaram outros tipos de tratamento e vêm em busca de alívio”, conta Luiza, acrescentando que o tratamento integrativo não exclui o convencional, mas eles se complementam.
Grande mal dos tempos atuais, a ansiedade é a principal causa de procura pelas terapias do Cremic. “Os mais relatados, depois da ansiedade, são insônia e dor crônica. E as práticas conseguem auxiliar muito”, assegura a profissional. A abordagem integrativa considera não só o aspecto biológico (a doença), mas leva em conta fatores como estilo de vida, emoções, relações no cotidiano. “São atendimentos que valorizam a escuta qualificada, o vínculo com o terapeuta e o autocuidado”, esclarece Luiza.
Sobre o autocuidado, ela justifica que ele deve ser uma prática diária, e essa orientação é dada para todos os pacientes. “Às vezes, a pessoa só pensa e se lembra no ápice da dor e do desconforto, mas é importante formar hábitos de autocuidado, como acordar todos os dias, parar 10 minutos para uma meditação ou uma prática corporal, isso faz toda a diferença”, orienta. Os terapeutas orientam os pacientes para que eles não fiquem dependentes, mas possam fazer em casa exercícios e outras ações feitas durante os atendimentos.















