O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgou os dados do Censo Escolar da Educação Básica 2025, que apontam avanço na estrutura tecnológica das escolas brasileiras e na qualificação da gestão educacional. O Centro-Oeste se destaca no cenário nacional, com os melhores índices de formação de diretores e alta estabilidade nos vínculos profissionais.
Na região, 97% dos diretores possuem ensino superior, o maior percentual do país. O índice supera a média nacional, de 92,6%, e também os resultados de regiões como Sudeste (95,3%) e Sul (95,7%). Nas redes públicas do Centro-Oeste, a proporção chega a 98,3%, indicando maior qualificação da gestão escolar.
Além da formação, a estabilidade no cargo também diferencia a região. Entre os diretores da rede pública, 91,3% são concursados ou efetivos. O número é o segundo maior do país, atrás apenas da região Sul (94,4%), e contrasta com Norte (67,5%) e Nordeste (67,2%), onde há maior presença de contratos temporários.
Os dados indicam que a maior estabilidade tende a favorecer a continuidade de políticas educacionais e a organização administrativa das escolas.
Acesso ainda é desigual para alunos
No campo da tecnologia, o levantamento mostra ampliação do acesso à internet nas escolas brasileiras. No ensino fundamental, 93,1% das unidades possuem conexão, enquanto no ensino médio o índice chega a 98,3%. A internet banda larga também avançou, alcançando 81,1% das escolas de fundamental e 89,1% das de ensino médio.
Apesar da expansão, o acesso direto dos alunos ainda apresenta limitações. Apenas metade das escolas de ensino fundamental (50,7%) disponibiliza internet para estudantes. No ensino médio, o percentual é maior, de 80,8%, indicando melhor infraestrutura nas etapas finais da educação básica.
A desigualdade também aparece na distribuição de equipamentos. Computadores de mesa para alunos estão presentes em 52,5% das escolas de ensino fundamental e em 73,7% das de ensino médio. Já os tablets seguem com baixa presença, atingindo 26,7% no fundamental e 39,9% no médio.
Diferença entre redes de ensino
Entre as redes de ensino, as diferenças são mais acentuadas. As escolas federais concentram os melhores indicadores, com acesso universal à internet e maior disponibilidade de equipamentos. Em contraste, as redes municipais apresentam os menores índices, especialmente no acesso à internet para alunos, que atinge 40,8% das unidades no ensino fundamental.
No ensino médio, a infraestrutura é mais consolidada, com presença de projetores multimídia em 82,2% das escolas e uso da internet para ensino e aprendizagem em 86,5% das unidades.
O levantamento também confirma a predominância feminina na direção escolar. Dos mais de 166 mil diretores da educação básica, cerca de 80% são mulheres.
Em relação à forma de acesso ao cargo, os modelos variam entre redes. Na rede pública, predominam processos seletivos combinados com escolha da gestão e eleição participativa. Já na rede privada, a escolha direta e o vínculo como proprietário são mais frequentes.
Os dados do Censo Escolar 2025 indicam avanço na infraestrutura e na qualificação da gestão educacional no país. No entanto, as diferenças entre regiões e redes mostram que o acesso à tecnologia e às condições de ensino ainda é desigual, especialmente nas escolas municipais e nas etapas iniciais da educação básica.
Destaques do Censo Escolar 2025
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Centro-Oeste no topo: 97% dos diretores têm ensino superior, maior índice do país
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Gestão mais estável: 91,3% dos diretores da rede pública são concursados na região
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Internet quase universal: chega a 98,3% das escolas de ensino médio
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Acesso desigual: só 50,7% das escolas de fundamental oferecem internet para alunos
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Equipamentos limitados: tablets estão em apenas 26,7% das escolas de fundamental
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Rede municipal com menor estrutura: menos acesso à internet e a computadores
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Mulheres lideram: representam cerca de 80% dos diretores no Brasil














