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Vereador de Anápolis pede cancelamento da 2ª Marcha da Maconha na cidade: “Acender o verde? Não”

Evento previsto para 20 de abril divide opiniões e reacende discussões sobre liberdade de expressão, políticas públicas e uso de drogas


Por Carlos Nathan Sampaio em 07/04/2026 - 11:12

Vereador de Anápolis pede cancelamento da 2ª Marcha da Maconha na cidade “Acende o verde Não
(Foto: Reprodução/Agência Brasil)

A realização da segunda edição da Marcha da Maconha em Anápolis, marcada para o próximo dia 20 de abril, pode estar com os dias contados, após a manifestação do vereador Policial Federal Suender (PL), que criticou duramente o evento durante sessão na Câmara Municipal.

Em seu discurso, o parlamentar iniciou destacando e agradecendo o trabalho das forças de segurança, como a Polícia Militar, a Companhia Municipal de Trânsito e Transporte (CMTT) e equipes de segurança privada, pela atuação em eventos religiosos recentes na cidade, como as procissões de Domingo de Ramos e da Sexta-feira da Paixão. Segundo ele, a presença desses órgãos garante tranquilidade à população em manifestações de fé.

Na sequência, Suender fez um contraponto ao anunciar seu posicionamento contrário à Marcha da Maconha. O vereador afirmou que o evento “disfarça liberdade de expressão para fazer apologia às drogas” e criticou a escolha da data, associada ao número “4:20”, conhecido internacionalmente como referência ao consumo de cannabis. “Isso é ou não é apologia às drogas?”, questionou.

O parlamentar também solicitou que o poder público municipal não disponibilize estrutura para a realização do evento, alegando que há legislação de sua autoria que proíbe o uso de recursos públicos em iniciativas que, segundo ele, façam apologia ao crime ou às drogas. Em sua fala, ele reforçou preocupações com impactos sociais, citando relatos de famílias afetadas pelo uso de entorpecentes.

Apesar das críticas, a Marcha da Maconha segue confirmada e autorizada pelos órgãos competentes, incluindo Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e Juizado de Menores. A programação prevê concentração às 19h na Praça Emanuel, com batalha de rimas, produção de cartazes e caminhada até o Teatro Municipal, onde ocorrerão apresentações musicais e atividades culturais.

Entre as atrações estão grupos como Baque Sativa e Baque Trinca Ferro, além de artistas como Diego Stucchi e Ras Kadhu Qdus. O evento também contará com concurso de fantasias, com premiação em tatuagem.

Os organizadores afirmam que a escolha do dia 20 de abril foi simbólica e que o movimento busca promover debate sobre políticas públicas e direitos. Na primeira edição, realizada em 2025, o ato foi descrito como uma mobilização pacífica em defesa da dignidade e da discussão sobre o tema.

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