Um relatório de monitoramento do Tribunal de Contas dos Municípios de Goiás (TCMGO) apontou que nenhuma das 25 deliberações voltadas à saúde pública de Goiânia foi totalmente cumprida até março de 2026.
Segundo o documento, 32% das medidas (8 de 25) estão com o prazo expirado, enquanto 68% (17 de 25) seguem em implementação dentro do prazo.
Apesar do percentual maior indicar avanço, o próprio relatório alerta que os dados precisam ser analisados com cautela.
Obras avançam, mas problemas urgentes seguem
De acordo com o levantamento, grande parte das ações consideradas “no prazo” está relacionada a obras de reforma e adequação de unidades de saúde, com conclusão prevista até dezembro de 2028.
Por outro lado, as medidas mais urgentes — ligadas diretamente ao atendimento da população — já tiveram os prazos vencidos sem solução completa.
Falta de profissionais e medicamentos preocupa
Entre os principais problemas apontados estão:
- falta de profissionais de saúde, como técnicos de enfermagem e farmacêuticos;
- ausência de medicamentos essenciais;
- escassez de insumos nas unidades;
- déficit de gestores e equipes nas unidades básicas;
- problemas na segurança e estrutura física de unidades de saúde;
Essas falhas afetam diretamente o funcionamento de serviços como Centros de Saúde, Unidades de Saúde da Família, CAIS, CIAMS e UPAs.
Caso os problemas não sejam resolvidos, o descumprimento pode gerar penalidades, como aplicação de multa diária ao secretário municipal de Saúde e ao prefeito.
Os dados atuais servirão como base para uma nova avaliação, prevista para o período entre abril e setembro de 2026, quando será analisada a evolução das medidas.
Nós pedimos um posicionamento para a Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia e aguardamos retorno.
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Em nota, Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia (SMS) informou que está em dia com a maioria dos pontos apontados em relatório e que fará novo relatório ao órgão com monitorização atualizada dos pontos apontados como em descumprimento.













