O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra iniciou a Jornada de Abril em todo o país para marcar os 30 anos do Massacre de Eldorado dos Carajás. Com isso, o movimento organiza atos, ocupações e atividades políticas em memória das vítimas.
A mobilização acontece anualmente em abril. Isso ocorre porque, em 1996, uma ação policial matou 21 trabalhadores rurais no Pará. Desde então, o MST usa a data para denunciar a violência no campo e, ao mesmo tempo, reforçar a pauta da reforma agrária.
Mobilizações em todo o país
As ações incluem marchas, manifestações, ocupações de terras e atividades formativas em diversos estados. Além disso, o movimento promove debates para discutir políticas públicas voltadas à agricultura familiar e à produção de alimentos.
Segundo o MST, as mobilizações deste ano destacam a necessidade de retomar políticas de reforma agrária. Ao mesmo tempo, o grupo cobra mais apoio à produção rural de base familiar e, ainda, medidas para reduzir a desigualdade no campo.
Cobrança por justiça
O movimento também cobra justiça em relação ao massacre. Apesar das condenações registradas ao longo dos anos, o caso segue como símbolo da violência contra trabalhadores rurais.
Além disso, o MST critica a concentração fundiária e, por isso, defende políticas que ampliem o acesso à terra, ao crédito e à assistência técnica para pequenos produtores.
Contexto histórico
O Massacre de Eldorado dos Carajás ocorreu durante uma ação de desocupação de uma rodovia ocupada por trabalhadores sem terra. Na ocasião, policiais atacaram o grupo e causaram 21 mortes, além de deixar dezenas de feridos.
Por isso, a Jornada de Abril se consolidou como um dos principais momentos de mobilização do MST. Dessa forma, o movimento reúne pautas históricas e atuais ligadas à reforma agrária e aos direitos no campo.
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