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Geração atual vive mais, mas com mais doenças crônicas, alerta relatório

Estudo aponta avanço de câncer, diabetes e doenças cardíacas e prevê aumento de até 75% nos casos de multimorbidade


Avatar Por Redação Tribuna do Planalto em 15/04/2026 - 14:30

Geração atual vive mais, mas com mais doenças crônicas, alerta relatório
(Imagem: Reprodução)

A população mundial está vivendo mais, mas esse avanço vem acompanhado de um novo desafio: o aumento das doenças crônicas. É o que aponta um relatório divulgado nesta quarta-feira (15) pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, que analisa o impacto das chamadas doenças não transmissíveis (DNTs) nas sociedades atuais.

Segundo o documento, condições como doenças cardíacas, câncer, diabetes e doenças pulmonares crônicas estão afetando milhões de pessoas a mais do que na geração anterior — e a tendência é de crescimento.

O alerta é direto: embora a expectativa de vida tenha aumentado, muitas pessoas estão vivendo mais tempo convivendo com múltiplas doenças ao mesmo tempo, fenômeno conhecido como multimorbidade.

“As DNTs encurtam vidas, afetam a qualidade de vida e reduzem a capacidade de trabalho”, destaca o relatório. O impacto vai além da saúde individual, atingindo também a economia, com aumento de gastos públicos e queda na produtividade.

Números que preocupam

Os dados mostram que o avanço das doenças crônicas tem sido consistente nas últimas décadas:

  • A prevalência de câncer aumentou 36% entre 1990 e 2023;
  • Doenças pulmonares crônicas cresceram 49% no mesmo período;
  • Doenças cardiovasculares tiveram alta superior a 27%;

Além disso, o cenário atual já é considerado preocupante:

  • 1 em cada 10 pessoas tem diabetes;
  • 1 em cada 8 convive com doenças cardiovasculares;

Por que isso está acontecendo?

De acordo com a OCDE, três fatores principais explicam o avanço das doenças crônicas:

  • Aumento da obesidade, que tem anulado avanços no combate a outros riscos;
  • Maior sobrevivência, fazendo com que pessoas vivam mais tempo com doenças;
  • Envelhecimento da população, elevando o número de casos;

Mesmo sem mudanças nesses fatores, a projeção é de crescimento expressivo. O relatório estima que os novos casos de doenças crônicas devem subir 31% até 2050 apenas devido ao envelhecimento populacional.

Um futuro com mais doenças — e mais custos

Outro dado que chama atenção é o avanço da multimorbidade. A expectativa é de que os casos aumentem até 75% nos países da OCDE, o que deve pressionar ainda mais os sistemas de saúde.

Além disso, os gastos com saúde relacionados a essas doenças devem crescer mais de 50% por pessoa, ampliando o impacto econômico.

Prevenção ainda é o caminho

Apesar do cenário preocupante, o relatório reforça que muitos desses impactos podem ser evitados. A chave está na prevenção:

  • Controle do peso;
  • Alimentação equilibrada;
  • Prática de atividade física;
  • Diagnóstico precoce;
  • Tratamento adequado;

Segundo a OCDE, investir em prevenção traz benefícios muito maiores do que tratar doenças em estágio avançado — tanto para a saúde da população quanto para a economia.

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