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Estudantes de Psciologia denunciam casos de assédio na UFG

Alunas cobram afastamento de docentes e mais segurança no ambiente universitário


Avatar Por Redação Tribuna do Planalto em 15/04/2026 - 11:45

Psicologia UFG

Estudantes do curso de Psicologia da Universidade Federal de Goiás (UFG) ocuparam, na última semana, o prédio da Faculdade de Educação, em Goiânia, para denunciar supostos casos de assédio, violência e ameaças envolvendo docentes da instituição. A mobilização teve início após a circulação de cartas anônimas que relataram condutas consideradas abusivas contra alunas.

De acordo com as denúncias, um ex-coordenador do curso é acusado de assédio contra estudantes e de violência doméstica contra a ex-companheira. O caso estaria em tramitação sob sigilo no Tribunal de Justiça de Goiás, com base na Lei Maria da Penha. Outro professor também é alvo de denúncias. Segundo relatos, ele teria coagido verbalmente uma servidora grávida, chegando a ameaçar consequências profissionais caso a gestação fosse levada adiante.

Diante das acusações, estudantes organizaram um manifesto público em que relatam sensação de insegurança dentro do ambiente acadêmico. “É muito fácil lavar as mãos. É muito fácil se afastar. Porque difícil é andar pelos corredores com medo”, afirma o documento divulgado.

Além da ocupação do prédio, as alunas realizaram assembleias, interditaram salas e espalharam cartazes com denúncias pelos espaços da universidade. O Centro Acadêmico de Psicologia também publicou nota cobrando o afastamento dos docentes envolvidos e medidas efetivas por parte da instituição.

As estudantes defendem que a universidade adote ações mais firmes para garantir a segurança, especialmente diante do impacto das denúncias no processo de formação acadêmica.

Em nota, a Universidade Federal de Goiás informou que possui normas que orientam a formalização de denúncias de assédio por meio da Ouvidoria, canal oficial para apuração e eventual responsabilização. Segundo a instituição, duas denúncias contra um docente da Faculdade de Educação foram registradas recentemente, além de outro caso em fase de apuração desde 2025.

A universidade destacou que todas as denúncias foram encaminhadas aos órgãos competentes e tramitam sob sigilo, conforme prevê a legislação. O afastamento preventivo de servidores, segundo a UFG, depende da análise dos órgãos responsáveis, respeitando o devido processo legal.

Ainda de acordo com a instituição, foi realizada recentemente uma ação conjunta na Faculdade de Educação, com participação da direção da unidade, Ouvidoria, Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis e Secretaria de Inclusão, com foco em acolhimento e diálogo sobre assédio moral e sexual.

A UFG reforçou que o canal oficial para denúncias é a plataforma Fala.BR, que garante anonimato ao denunciante e acompanhamento dos processos dentro dos prazos legais.

Leia a nota na íntegra.

A Universidade Federal de Goiás (UFG) tem normativa que orienta a comunidade acadêmica para que toda denúncia de assédio seja formalizada na Ouvidoria, por ser o meio legalmente previsto para apuração dos fatos e eventual responsabilização dos envolvidos. Duas denúncias contra um docente da Faculdade de Educação (FE) foram registradas perante a Ouvidoria da UFG, ambas recentemente. Há outra denúncia em fase de apuração em relação a outro docente da FE, encaminhada em 2025.

Todas as denúncias foram recebidas e encaminhadas pela Ouvidoria aos órgãos competentes e os processos tramitam sob sigilo, como prevê a legislação. O afastamento preventivo de qualquer servidor depende, após a formalização da denúncia, da análise pelos órgãos competentes, seguindo o devido processo legal.

Foi realizada ação conjunta na Faculdade de Educação na última semana, organizada pela direção da unidade, pela Ouvidoria, pela Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis e pela Secretaria de Inclusão da Universidade, com atividades de acolhimento e diálogo sobre assédio moral e sexual.

O canal oficial de recebimento de denúncias na Ouvidoria da UFG é a Plataforma Integrada de Ouvidoria e Acesso à Informação – Fala.BR (acessível pelo link falabr.cgu.gov.br). A plataforma garante o anonimato do denunciante, o acompanhamento das respostas institucionais e o cumprimento dos prazos estabelecidos na legislação.

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