Abastecer um carro pode ter custos extremamente diferentes ao redor do mundo — e um ranking recente mostra cenários que fogem do óbvio. No topo da lista está Hong Kong, onde o litro da gasolina chegou a R$ 20,66. Na prática, encher um tanque de 47 litros pode custar cerca de R$ 971.
Logo atrás aparece Malawi, com o litro a R$ 19,17, seguido pela Holanda, onde o combustível custa R$ 13,98. Na sequência estão Israel, com R$ 13,78, e Dinamarca, com R$ 13,48. Já o Brasil aparece apenas na 103ª posição, com média de R$ 6,74 por litro.
O ranking chama atenção não apenas pelos valores, mas pelos fatores que explicam essas diferenças. No caso de Hong Kong, o principal motivo é a ausência de refinarias, o que obriga a importação total dos combustíveis. Isso torna a região altamente sensível às oscilações do preço internacional do petróleo.
Além disso, o custo urbano elevado pesa diretamente no valor final. Com um dos metros quadrados mais caros do mundo — cerca de R$ 110 mil — manter postos de combustíveis se torna mais oneroso, e esse custo é repassado ao consumidor.
Fatores globais também entram na conta. A recente guerra no Oriente Médio intensificou a volatilidade do petróleo, impactando principalmente regiões dependentes de importação. Desde o fim de fevereiro, a gasolina em Hong Kong subiu 9,1%, refletindo esse cenário de instabilidade.
Apesar dos números elevados, especialistas destacam que o impacto real no bolso varia conforme o poder de compra de cada país. Ainda assim, o levantamento evidencia como o preço dos combustíveis é influenciado por uma combinação complexa de logística, geopolítica e economia local — e não apenas pela produção de petróleo.













