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Vereador de Anápolis defende PM após prisão de Fabrício Rosa em Santa Helena

Parlamentar saiu em apoio à corporação na Câmara, enquanto caso envolve versões divergentes entre Polícia Militar, MST e equipe do vereador de Goiânia


Por Carlos Nathan Sampaio em 22/04/2026 - 15:13

Fabrício Rosa é preso em ato do MST em Goiás
(Foto: Reprodução)

O vereador Policial Federal Suender (PL) manifestou apoio à atuação da Polícia Militar durante sessão ordinária da Câmara Municipal de Anápolis, realizada nesta quarta-feira (22). A declaração ocorre após a prisão do vereador Fabrício Rosa (PT), registrada na última sexta-feira (17), durante uma manifestação em Santa Helena de Goiás.

De acordo com a Polícia Militar, Fabrício Rosa foi detido em flagrante por desacato e desobediência, ao descumprir ordens legais, tentar romper o isolamento de uma área interditada e proferir ofensas contra agentes de segurança. A ocorrência foi registrada durante um ato promovido por trabalhadores ligados ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), que bloqueavam uma rodovia na região.

Na tribuna, Suender afirmou que a corporação agiu de forma adequada diante da situação. Segundo ele, os policiais “atuaram com firmeza” e representaram a instituição ao efetuar a prisão. O vereador também criticou declarações atribuídas a Fabrício Rosa durante a abordagem, nas quais o parlamentar teria acusado a polícia de violência. Para Suender, esse tipo de fala não deve ser direcionado à instituição.

Já a Polícia Militar informou, em nota, que foi acionada para conter o bloqueio total da via e que adotou protocolos de gerenciamento de crise para restabelecer a ordem pública e garantir o direito de circulação. A corporação afirmou ainda que houve resistência à prisão, sendo necessário o uso de força considerada proporcional.

Por outro lado, o MST declarou solidariedade ao vereador e a outro militante detido, afirmando que a manifestação era pacífica. A equipe de Fabrício Rosa também contestou a versão da polícia, classificando a prisão como arbitrária e alegando uso excessivo de força durante a abordagem.

Após serem levados à delegacia, Fabrício Rosa e outro envolvido foram ouvidos e liberados. O caso segue repercutindo entre autoridades e deve ser analisado pelas instâncias competentes.

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